O Pouco com Deus é Muito - Vida Nova Cap. XXX

PDF por Nova Ordem de Jesus. 09/02/2016 - 15 min leitura
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O Senhor do Mundo terreno que é o Senhor Jesus de Nazareth, está profundamente preocupado com todos os seus guiados aqui encarnados neste fim de ciclo, pelo desejo único que alimenta de poder conduzir a todos, há seu tempo, aos planos a que pertencem, com o mínimo de sofrimento moral ou material, em face da ação em curso para operar no solo terreno as transformações necessárias.

Estas transformações, nunca serão de mais repeti-lo, não foram improvisadas no Alto em face da maneira de viver dos Espíritos presentemente encarnados na Terra. Elas obedecem a planos ela­borados com alguns milênios decorridos, tendo sido decididas desde quando ficou estabelecida a promoção do mundo terreno a cate­goria de mundo espiritualizado, no qual possam encarnar e viver Espíritos de grande evolução. Poderá parecer a alguns dos atuais viventes na Terra, que a vinda ao solo terreno de Espíritos já bas­tante evoluídos, possa considerar-se uma provável regressão à carne, de quem tenha alcançado todos os méritos possíveis em suas pas­sadas existências. Eu explicarei então que assim não é, uma vez que a vida dos Espíritos não é absolutamente uma vida contem­plativa, porém uma vida de ação constante, através da qual vão contribuindo com a sua parcela para o incremento do progresso coletivo. O que talvez muitos estudiosos da evolução espiritual ainda não tenham tido oportunidade de saber é que, quanto mais avançam os Espíritos na senda do progresso evolutivo, maiores res­ponsabilidades assumem perante o Pai Celestial, a quem tratam de servir sempre melhor. Desta maneira, todos quantos passaram pela Terra em vidas e vidas de aprendizado, e alcançaram o máximo de experiência que aqui podiam alcançar, foram seguindo outros ca­minhos abertos à sua frente, ao longo dos quais novas e bem maio­res experiências puderam adquirir. Paralisado no Alto a ninguém é dado ficar, mormente àqueles que se entregaram, por assim dizer, de corpo e alma aos serviços do Nosso Amado Jesus, que é de todos os Grandes Espíritos aquele que mais trabalha, em face de suas maiores responsabilidades. Nosso Senhor Jesus nos fornece, a todos nós que o servimos devotadamente, um exemplo sublime de trabalho na sua permanente dedicação ao bem-estar de todos os seus guiados terrenos da presente, como de todas as gerações pas­sadas.

O trabalho espiritual, aliás, representa para todos nós, possui­dores de certa luminosidade, a nossa maior alegria, tão grata nos é, a todos a missão de nos dedicarmos por nossa vez ao bem-estar e ao progresso de todos vós, queridos irmãos nossos, que vos en­contrais ocasionalmente na Terra. Este fato, porém, o de vos encon­trardes presentemente movimentando um invólucro carnal para aqui poderdes viver, não significa de modo algum qualquer grau de infe­rioridade a muitos de nós que viemos falar-vos através destas páginas e neste fim de século. Absolutamente, irmãos e amigos queri­dos. Estou autorizado a dizer-vos que na Terra se encontram atual­mente e em todas as idades, Espíritos de grande luminosidade em missão de serviço divino, embora disto não possam muitos deles recordar-se. Como não existe nenhuma indicação exterior que possa identificar a maior ou menor categoria do Espírito encarnado, por­que a matéria bastante grosseira o impede, sua presença, contudo, pode manifestar-se através de atitudes, procedimentos e outras, não sendo difícil às pessoas experientes identificar esses Espíritos. Poderei deixar convosco uma regra, mediante a qual, qualquer de vós poderá identificar entre as pessoas de seu conhecimento a pre­sença de Espíritos já bastante evoluídos, e por isso possuidores de grande luminosidade. Esta regra pode ser apresentada da seguinte maneira: toda vez que entre as pessoas de vossas relações encon­trardes alguma que se demonstre verdadeira amiga dos princípios de justiça para com o semelhante, interferindo ou agindo sempre que necessário em favor daqueles que a seu ver estiverem com a razão, mas o faça de modo persuasivo e jamais pela violência, nessa criatura existe, evidentemente, um Espírito bom, evoluído, luminoso, destes que reencarnaram exatamente para se tornarem mediadores entre os nossos irmãos terrenos.

Há, porém, outros casos a identificarem a presença de Espíritos evoluídos entre os encarnados. São, dentre outras, as pessoas que se privam, não raro, de certas regalias, para poderem proporcionar ajuda a seus irmãos menos afortunados, concedendo-lhes por vezes mais do que o supérfluo para lhes minorar a situação. Estas pes­soas, nós os desencarnados as identificamos prontamente como enviadas do Senhor a Terra em missão de serviço divino, e assim agem por impulso interno que as leva a servir, ou mesmo a socor­rer o semelhante com o que puderem, na certeza de que o pouco com Deus é muito e jamais lhes fará falta. Mas ainda posso referir uma outra classe dessas pessoas dedicadas ao semelhante, dentre inúmeras que poderia citar.

Esta classe todos vós já a identificas­tes mais de uma vez. É uma classe de pessoas que se sentem mo­vidas por sentimento estranho, sempre que à sua roda sucedem casos de socorro urgente, em casos de doença ou acidentes com ter­ceiros, que elas podem conhecer ou não. Em casos tais, podereis ver esta classe de pessoas a agir, a tomar providências em favor do necessitado, a custear seja o que for de urgência no sentido de lhes minorar o sofrimento, ou de sua remoção para onde possam rece­ber o tratamento ou assistência de que careçam.

Estas pessoas estão desempenhando apenas uma missão que trouxeram, e o fazem sempre com o esquecimento de si mesmas, objetivando apenas a assistência, o socorro ou o bem-estar do próximo. Todos vós haveis de recordar algum caso em que a disposição e eficiência de algum irmão nestas condições, tenha despertado a vossa simpatia e até admiração. Aí se encontra, por conseguinte, encarnado, um Espírito de Luz sob a aparência humilde da pessoa humana, que é, em verdade, um emissário do Senhor Jesus.

Ao contrário disto, deveis ter observado a roda de curiosos que sempre se forma em torno de algum acidentado na via pública, simplesmente para observar, para contemplar o espetáculo do sofrimento alheio, mas simplesmente para isso, sem qualquer idéia ou disposição de intervir para prestar assistência. Estes irmãos, a grande maioria, não devem ser criticados por essa atitude. São Espíritos mais novos, ainda falhos de experiência, são, mesmo, per­miti-me a comparação, botões de rosa em processo de crescimento, nos quais ainda se não desenvolveu a célula do perfume, a qual terá de aguardar alguns dias de sol para se manifestar com o des­colar das pétalas. Estes irmãos, pela sua atitude meramente con­templativa, também necessitam de mais algumas encarnações — novos dias de sol — para que os seus belos sentimentos de amor ao semelhante possam neles despertar.

Vedes pelo que aí fica, irmãos queridos, que a população atual da Terra, assim como a de todos os tempos decorridos, está mes­clada de Espíritos de diversas categorias, produto de suas expe­riências passadas. Uns manifestam prontamente sua disposição de servir e ajudar o semelhante, sem que isto dependa de qualquer esforço para assim procederem. Esse belo sentimento de ajudar e servir é inato em seus corações, e se desperta ao primeiro choque emocional produzido pelo sofrimento ou necessidade premente do semelhante. Esses Espíritos podem ser comparados à chama que se encontra materializada na cabeça de  um  fósforo. Friccionando-a no atrito da lixa que vem na caixa, ela se apresenta viva, forte, para o que for necessário.

O atrito no caso, a despertar a luz espi­ritual envolvida pela matéria que cerca os Espíritos encarnados, é o sentimento de solidariedade humana já bastante desenvolvido em seus corações, e assim se desperta com a mesma rapidez do riscar de um fósforo da imagem precedente.

Isto posto, meus queridos irmãos, entre quem eu conseguirei identificar uma verdadeira multidão de fósforos espirituais, permi­ti-me a comparação, peço-vos a vossa atenção para o que acabo de descrever, esforçando-vos vós todos no sentido de que Nosso Senhor Jesus possa identificar em breve, somente missionários seus em quantos Espíritos se encontram encarnados na atualidade. Isto, quero bem frisar, não visa exclusivamente ao objetivo de propor­cionar alegria ao Senhor Jesus; visa muito mais do que isso, propor­cionar felicidade a quantos assim procederem, felicidade que se iniciará na presente existência e se completará por ocasião do vosso regresso ao mundo espiritual a que pertenceis.

Eu bem sei que uma tal disposição não se improvisa, porque deve partir da existência de sentimentos que se vão formando ao longo de muitas encarnações, assim como o médico, o engenheiro, o advogado e todos os portadores do grau universitário se prepa­raram devidamente para obtê-lo. Se, porém, incutirdes em vosso belo coração o desejo de vos tomardes também emissários do Se­nhor Jesus na Terra, e cultivardes este desejo com amor, vereis que o panorama atual da vida terrena se modifica para vós, per­dendo lentamente aquele aspecto anterior de lutas e provações des­necessárias, para se transformar num panorama de aprendizado es­piritual para todos os viventes, cumprindo cada qual a sua tarefa: uns a trouxeram um pouco mais difícil do que outros, porque estes já desempenharam em vidas anteriores a sua parte mais árdua. E aqueles que aqui se encontram vencendo obstáculos bem mais fáceis de vencer, darão então sua ajuda, sempre que puderem, aos irmãos que dela necessitem, na certeza que aqui lhes dou de que o farão igualmente em seu próprio benefício. Esta lei de ajuda é também uma lei divina, que tanto beneficia a quem recebe como a quem dá. E aqui se explica o fundamento daquele conceito mi­lenar que conheceis, de que quem dá na Terra aos pobres em­presta a Deus no Céu. A razão é exatamente a que acabo de ex­por. Dando na Terra aos necessitados — os pobres — o homem está praticando uma verdadeira obra de misericórdia, da qual decorre um benefício igual para si mesmo, que se traduz em luminosidade para o Espírito. Ao regressar a seu tempo ao seu lar espiritual,  aquele que houver praticado a misericórdia — a caridade mesma — para com o seu semelhante, surpreender-se-á com a recompensa que lhe reservou o Senhor, abrangendo capital e juros bem acrescentados.

Quem dá na Terra aos pobres empresta a Deus no Céu

Praticai este belo preceito, irmãos queridos, enriquecendo-vos de intensas luzes espirituais através de sua prática. Assim vos pede para o vosso próprio progresso, este irmão e amigo que deixou na Terra o humilde nome de - DOSTOIEVSKY

 

Not. biogr. — Fédor Mikhailovitch Dostoievsky — 1821-1881 — Romancista ­russo dos mais apreciados, com repercussão internacional. Diplomado engenharia pela Universidade de Petrogrado em 1843, Dostoievsky serviu um ano no Exército, consagrando-se depois inteiramente às lides literárias. Seu primeiro romance, “Pobre homem”, alcançou enorme sucesso. Publicou a seguir “Noites brancas” com êxito igual ao primeiro. Formava-se por essa época certa agitação democrática por parte da mocidade russa, objetivando a emancipação do camponês e a liberdade de consciência. Dostoievsky inte­grou-se nesse movimento, sendo preso e condenado ao fuzilamento, tendo, po­rém, a pena sido comutada em quatro anos de trabalhos forçados na Sibéria. Esse fato e a doença abateram grandemente os entusiasmos literários da ju­ventude do notável romancista, levando-o a tomar-se de um grande misticismo, preconizando a idéia da regeneração do mundo pela difusão da doutrina de Cristo.

As obras publicadas nesta segunda fase da vida de Dostoievsky, eram lidas com avidez pelo seu mundo de leitores em repetidas edições. Dentre elas destacam-se: “Casa dos mortos”, inspirada na prisão que sofreu, e a se­guir “Crime e castigo”, publicada em 1865, traduzida em quase todos os idio­mas. Outras obras sucederam a estas e com tal sucesso, que fizeram de Dos­toievsky um dos maiores escritores do seu tempo. Diz a crônica da época que os seus funerais foram grandiosos, desusados, para um simples escritor. Um decreto imperial conferiu uma pensão anual de 5.000 rublos à sua viúva, e ordem para que os seus quatro filhos fossem educados à custa do Tesouro nacional.

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