Os saturninos entre os seres mais evoluídos do nosso sistema planetário - Corolarium Cap. LXXIV

PDF por Nova Ordem de Jesus. 11/05/2016 - 18 min leitura
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Os saturninos entre os seres mais evoluídos do nosso sistema planetário. — É muito grande a longevidade em Saturno. — O máximo respeito à velhice. — Governantes são escolhidos por aclamação pública. — Pratica-se o intercâmbio espiritual.

 

As observações recolhidas pelas almas em caravana ao planeta Saturno muito lhes hão de servir na oportunidade de sua volta à Terra, permitindo-lhes oferecer algumas idéias construtivas da maior felicidade, para os habitantes deste pequeno mundo. Tanto no campo religioso como no da instrução, muito há o que fazer na Terra. No da instrução, então, é da maior urgência a construção de escolas suficientes para abrigar a totalidade das almas infantis que vão aparecendo no mundo e necessitam de desenvolver a inteligência como todos os demais seres humanos. Como são difíceis as reencarnações na Terra pela falta de lares suficientes para receber todas as almas que necessitam de reencarnar uma vez mais, há necessidade de proporcionar àquelas que conseguem a sua oportunidade, toda a instrução possível para o desenvolvimento da sua inteligência. De modo geral poderemos comparar a totalidade das almas infantis com gemas preciosas capazes de ostentar um brilho notável depois de convenientemente lapidadas. Se isto não acontecer pela falta da necessária instrução, essa quantidade enorme de almas privadas do alfabeto perde por assim dizer a encarnação, regressando ao Alto como veio à Terra, porque não conseguiu desenvolver a inteligência. Há, por conseguinte, necessidade dos dirigentes deste pequeno mundo, cada qual na sua esfera de ação, se empenharem em proporcionar a instrução necessária a todas as criaturas sob sua direção, para que possam elas contribuir com sua parcela para o adiantamento do progresso geral deste planeta.

Isto posto, vamos ocupar-nos da visita das nossas irmãs ao gigantesco Saturno, quase dez vezes maior do que a Terra, habitado por uma população de seres humanos bastante mais evoluídos que os terrenos. De um modo geral poderemos estabelecer entre o nível evolutivo dos saturninos e os terrenos uma diferença semelhante à que existe entre a escola primária e o curso secundário adiantado. Os habitantes de Saturno se distinguem sobremodo por sua alta compreensão dos problemas humanos, adotando normas de vida que os situam entre os seres mais evoluídos do nosso sistema planetário.

Já verificamos como os saturninos compreendem e praticam a solidariedade humana, possuindo para isso organizações modelares destinadas a atender à população em todas as emergências. Para usar da linguagem familiar da Terra, poderemos dizer que o Estado se constitui naquele planeta imenso, no grande protetor das populações. Cada indivíduo que ali vive sabe que para poder gozar dos direitos de assistência que o Estado confere a todos, lhe compete contribuir para isso na medida das suas possibilidades, entregando ao Estado a parcela que lhe couber, e que é sempre equitativa com os seus ganhos. Desta maneira todos os habitantes contribuem para a manutenção dos serviços assistenciais, e todos se beneficiam desses serviços em perfeita igualdade. Desta perfeita organização assistencial, resulta em boa parte a alegria, tranquilidade e bom-humor da população saturnina, a sua felicidade enfim.

Uma observação igualmente anotada pelas almas visitantes e que muito deve interessar aos terrenos, é quanto ao tratamento das pessoas idosas sem meios próprios de subsistência. Considerando-se a longevidade naquele planeta, onde muitas e muitas criaturas ultrapassam os cento e cinquenta anos do calendário terreno, surgiu a curiosidade de as almas visitantes conhecerem a maneira pela qual o problema da velhice é ali solucionado. Indagadas então as almas saturninas à sua disposição, foi-lhes oferecido o seguinte esclarecimento:

— Aqui em Saturno, irmãs terrícolas, o problema da assistência à velhice não existe, em face das leis que regem a vida humana neste planeta. As pessoas que vão atingindo a velhice e que não possuam recursos próprios para se manterem com o necessário conforto, são recebidas e acomodadas em belas propriedades que existem por toda a parte, onde passam a viver como se nos próprios lares estivessem. A velhice é considerada entre nós com o máximo respeito, devido ao seu longo tempo de trabalho pelo engrandecimento do planeta, durante cujo período muito contribuiu para a manutenção das nossas organizações assistenciais. Assim, atingindo uma criatura a velhice e não possuindo meios próprios de subsistência, ela passa a pensionista do Estado em propriedades bastante amplas, especialmente nas zonas rurais, onde encontra vários meios de ocupação ou distração. Essas propriedades são visitadas semanalmente por muitas pessoas, parentes ou não dos pensionistas, dado o espírito de solidariedade tão radicado neste planeta. Nessas propriedades rurais as pensionistas encontram variados motivos de atração no cultivo de algum setor de sua preferência, podendo à noite participar de apropriados programas artísticos, onde se destacam números de canto e musica. Há frequentemente pensionistas que escrevem livros e impressões das mais interessantes, os quais, após devidamente apreciados, são impressos e divulgados cá fora. Podemos dizer então, minhas queridas terrícolas, que a velhice possui o seu capítulo nas leis sociais deste planeta, a ninguém causando temor a circunstância de atingir esse avançado estado na vida.

— Muito interessante o vosso esclarecimento, almas saturninas, o qual nós muito apreciamos. Desejávamos apenas conhecer este detalhe: dissestes que as pessoas idosas, a velhice, são recebidas nas propriedades rurais. Nós desejávamos saber se não existem órgãos assistenciais para esse fim na zona urbana; poderíeis esclarecer-nos?

— Com muito gosto, irmãs terrícolas. O fato de existirem acomodações para a velhice nas zonas rurais e não na zona urbana decorre do desejo de hospedar essas pessoas em regiões as mais saudáveis, de clima ameno e altitudes razoáveis, visando-se sobretudo ao seu maior bem-estar. E como ao redor das cidades tão movimentadas como são as nossas não seria fácil encontrar o ambiente, clima, e demais condições desejadas, optou-se pela sua instalação na zona rural, onde as pessoas internadas podem viver melhor. Isto não quer dizer, porém, que não vivam pessoas idosas também nas cidades, pois que milhares delas aqui vivem realmente, umas em suas próprias residências, outras hospedadas em instituições particulares, onde contribuem com recursos próprios. Nas organizações do Estado, entretanto, a hospedagem nada lhes custa.

— Obrigadas, queridas irmãs saturninas. Estamos satisfeitas com mais este esclarecimento, e também em podermos saber como tudo está tão perfeitamente organizado no vosso grande planeta. Se nos permitis uma outra indagação, nós vos pediríamos nos dissésseis qual a maneira por que são escolhidos os governos do vosso planeta: existem eleições para esse fim, disputadas por diversos candidatos, ou adota-se aqui processo diferente?

— Aqui não há propriamente eleições para o exercício das funções do governo. Nós diremos que em Saturno são escolhidas pela população as pessoas consideradas dignas desse alto posto, algumas vezes contra a própria vontade dos escolhidos. Nas proximidades do término de um mandato de governo, os cidadãos mais capazes residentes em todas as localidades, reúnem-se para escolher o elemento que a seu ver ofereça condições de poder governar a região. Essas condições, assim julgadas pelos cidadãos, consistem em regra na retidão de caráter do escolhido, na sua elevação moral comprovada em atos públicos, e na capacidade de compreensão e administração dos problemas humanos. Assim, após se reunirem os cidadãos das diversas cidades, se o problema for de ordem geral, realiza-se uma reunião de todos eles para selecionar aquele que for considerado o melhor. A escolha definitiva, entretanto, só será conhecida após a aclamação em praça pública da figura que for escolhida em definitivo. Sucede algumas vezes a figura escolhida apresentar escusas ao posto de governo, e só após bastante solicitada aceitá-lo, ou haver necessidade de escolher-se outra. Isto acontece pela razão de que os postos de governo neste planeta são postos de grandes trabalhos e até de sacrifício. A pessoa responsável pelo governo de qualquer região de Saturno tem honras de verdadeiro pai (ou de mãe quando mulher) e a ela recorrem todos os cidadãos em casos de necessidade. A elevação espiritual destas criaturas na chefia dos postos do governo torna-as sobremodo acessíveis a todos os governados. Existem necessariamente gabinetes com pessoas intermediárias, é claro; os chefes, contudo, jamais se recusam a receber os cidadãos que tentem apelar para eles, numa espécie de última instância. Daí a pouca sedução que os postos de governo exercem junto às personalidades mais destacadas. Este processo de escolha dos governantes leva invariavelmente a esses postos as pessoas em condições de proporcionarem a felicidade e o bem-estar aos seus cidadãos. Uma condição aceita por todos os governados é a de que, uma vez escolhida determinada personalidade para exercer as funções do governo, todos a aceitam e lhe prestam obediência. Esta função, absolutamente gratuita neste planeta, é considerada como prestação de serviço à comunidade, tornando essa criatura benemérita em todos os corações.

— Estamos satisfeitas, almas saturninas, e muito agradecidas a mais este importante esclarecimento. Vemos que o processo da substituição dos governantes neste planeta difere muito daquele que é adotado no nosso mundo terreno. Lá os homens disputam os postos de governo com todas as forças, pela só ambição de se tornarem os chefes dos seus concidadãos.

— Eu conheço bem esse problema, queridas irmãs terrenas, visto ter vivido milênios no vosso planeta. Com o evoluir dos tempos, porém, eu acredito que se institua na Terra um processo semelhante ao usado neste planeta, do qual resulta uma grande harmonia entre os cidadãos, e maior felicidade para a região. O governante de qualquer fração regional de Saturno capacita-se de estar exercendo uma autêntica missão divina junto aos seus contemporâneos, e por isso se esmera em praticar somente os atos que em sã consciência julga contribuírem para a maior felicidade e bem-estar da coletividade. O governante de qualquer região deste planeta tem a perfeita consciência de estar exercendo uma missão divina no solo saturnino, da qual resulta ser considerado, por isso, a segunda pessoa do Criador junto aos seus governados. E sendo realmente a segunda pessoa do Criador no solo saturnino, ele medita seriamente sobre as medidas a adotar em sua administração, sempre com vistas à maior felicidade dos seus governados. Mas, minhas queridas irmãs terrícolas, há ainda outra explicação para a grande preocupação dos nossos governantes em se desempenharem sempre com a maior elevação moral em todos os seus atos. A explicação agora é de caráter subjetivo, que é a seguinte:

— É crença geral entre a população saturnina, desde longuíssimos milênios, que a escolha dos governantes por aclamação na praça pública, é resultante de uma inspiração do Criador, como tarefa imposta à criatura escolhida. Daí a crença generalizada de que a criatura escolhida passe a ser em verdade a segunda pessoa do Criador. Se, por conseguinte, essa alma conseguir praticar somente atos bons no desempenho do mandato assim recebido, ao desencarnar e regressar ao seu plano espiritual será a mesma recebida, cumprimentada e regiamente recompensada pelo Criador, passando então a participar da Corte Celeste como seu destacado membro. Nesse luminoso posto ao lado do próprio Criador, a alma assim agraciada passará a exercer o cargo de assessor-conselheiro do Criador, encerrando o ciclo de encarnações no solo de Saturno. Isto é o que se conhece através da tradição saturnina. Agora o reverso da medalha, como costumais dizer no vosso mundo. Se, em vez de uma sábia administração à frente do governo a alma prevaricar, seja por ignorância ou má-fé, e desse ato ou atos resultar sofrimento ou prejuízo para os governados de qualquer região saturnina, neste caso, ao regressar ao ciclo espiritual que lhe pertencer, essa alma irá purgar duramente os males causados à comunidade, por um prazo aqui desconhecido mas que se atribui muito longo. Este é talvez o motivo principal da recusa de certas criaturas em aceitarem postos de governo neste planeta. Sendo realmente postos que exigem capacidade e muito discernimento, temem essas criaturas incorrer em fracasso ou deslize, e assim procuram furtar-se à sua indicação para a posto.

— Uma bela explicação nos destes, queridas irmãs saturninas. Isto nos induz a concluir que as populações saturninas sejam também bastante elevadas espiritualmente, para acreditarem na sobrevivência das almas ao se despedirem do corpo. E a propósito, surge-nos o desejo de saber se neste planeta se pratica o intercâmbio espiritual; poderíeis informar-nos, queridas irmãs saturninas?

— Será um grande prazer para nós falar de tão belo assunto. Para começar vos diremos que de um modo geral todas as pessoas neste planeta possuem estas duas importantes faculdades mediúnicas: a vidência e a ausência. Estas faculdades já constituem um índice do progresso espiritual dos saturninos, mediante as quais eles se comunicam com os seus parentes e Protetores do mundo espiritual. Este é ainda um dos motivos do interesse de todos em sua afluência diária aos templos, onde têm oportunidade de receber instruções, notícias e ensinamentos de que possam carecer para solucionar problemas da vida. E como todas as criaturas possuem destes problemas, elas sabem que comparecendo aos templos para orar diariamente, recebem aí, dos seus entes desencarnados como dos seus Protetores espirituais, os conselhos e sugestões que muito as ajudarão. Se, entretanto, alguma criatura necessitar de ouvir seus Protetores ou amigos espirituais em outras oportunidades, ela terá apenas que se recolher ao seu quarto de oração, que existe em todos os lares, e aí convocará a sua Entidade amiga, de quem receberá a instrução ou conselho desejado. Vedes pelo que acabamos de dizer, que o culto do Espírito, bem como o intercâmbio espiritual se encontram bastante desenvolvidos neste grandioso planeta.

— Gratíssimas, queridas irmãs saturninas, por mais este importante esclarecimento acerca do culto do Espírito no vosso planeta, que tanto admiramos. Nós estamos anotando com o maior interesse os vossos amáveis esclarecimentos, que pretendemos divulgar oportunamente no nosso pequeno mundo terreno.

Prosseguiremos no assunto em nosso próximo capitulo.

Deixo-vos aqui a bênção que o Senhor vos envia por meu intermédio, e a minha  própria que eu vos ofereço de todo o coração.

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