Uma Desintegração Planetária - Vida Nova Cap. XVII

PDF por Nova Ordem de Jesus. 25/01/2016 - 13 min leitura
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Aconteceu há alguns milênios decorridos, em certo plano de vida física do Universo, encontrar-se a sua humanidade na iminên­cia de passar por grandes sofrimentos em conseqüência da desinte­gração que se iniciara numa das extremidades, isto é, num dos pólos dessa esfera ou plano físico de vida. O fato estava em desen­volvimento, e a cada nova etapa de desintegração sucedia um abalo em toda a superfície, com enormes sobressaltos para a população.

Os cientistas desse mundo, cujo volume pode ser comparado ao de cem vezes a superfície da Terra, entraram a estudar o fenô­meno com grande empenho, para poderem prevenir-lhe as possíveis conseqüências. Excursões e excursões de geólogos, engenheiros, físi­cos, e de outras categorias se dirigiram aos pontos mais próximos do local em que a desintegração progredia, na ânsia de identifica­rem as causas e proverem os remédios se possível. Enquanto isso, toda a superfície da esfera registrava os abalos sofridos pelo fenô­meno ameaçando a segurança total, com grave perigo de vida para seus habitantes que já não encontravam momentos de paz e tran­qüilidade para seus Espíritos.

Uma providência, das primeiras a serem tomadas, foi à entrada em comunicação telepática com habitantes de outra esfera reconhe­cidamente mais evoluída, durante a qual se pedia a seus felizes habi­tantes uma informação segura acerca do que então se passava, e dos meios adequados a impedir a desintegração total do planeta em causa. Naturalmente, em se tratando de mundos distantes, afastados por algumas centenas de milhões de milhas um do outro, somente após uma insistência prolongada foi possível aos habitantes da esfera vizinha receber e entender o que lhes suplicavam os irmãos aflitos do mundo em princípio de desintegração.  Foram então promovidas grandes reuniões dos habitantes da esfera solicitada, a fim de, mediante o estabelecimento de uma forte corrente magnética, poder-se obter de muito mais alto a infor­mação que lhes estava sendo solicitada. Numa oitava, nona ou talvez décima reunião, realizada com o máximo fervor da fé que se implantava nesses corações de Espíritos já possuidores de grande evolução, manifestou-se uma Entidade extraordinariamente radiosa, enviada pelos dirigentes do mundo que lhes era superior, e lhes entregou a resposta ao pedido ardentemente feito, para orientação dos habitantes do mundo em desintegração.

Sem que permitido nos seja transcrever a íntegra do conteúdo da informação em referência, procurarei traduzir uma pequena par­te dela, pelo interesse daí resultante para os meus queridos irmãos terrenos. Dizia a radiosa Entidade em sua informação, que a esfera onde tal movimento se processava, em que muito pesasse as autori­dades responsáveis pelo seu governo e evolução, não tinha mais pos­sibilidades de sustar a própria desintegração, a qual provavelmente estaria concluída em pouco mais de um e meio milênios. Adiantava a informação que os registros siderais eram de tal maneira desfavo­ráveis aos habitantes daquele plano, que outro remédio não fora encontrado para pôr-lhe fim, que não fosse a sua desintegração total. Adiantava ainda a informação, para edificação espiritual da­queles irmãos desejosos de ajudar aos do mundo vizinho, que as partículas provenientes da desintegração do momento, seriam reu­nidos num futuro mais ou menos remoto, e dessa reunião um novo plano habitável seria edificado e pronto a receber uma nova huma­nidade.

Atendendo bondosamente a uma indagação que flutuava no am­biente, a radiosa Entidade explicou que, como não podia deixar de ser, todas as almas então encerradas na esfera em processo de desintegração, seriam conduzidas aos seus respectivos planos espi­rituais para um estágio indeterminado. A outra indagação igual­mente ali produzida, a respeito dos motivos que teriam determinado medida tão radical em relação aos seres viventes na citada esfera, a radiosa Entidade respondeu em palavras que eu vou tentar re­produzir aqui.

— “Meus filhos, disse, pelo vosso grau evidente de desenvolvi­mento espiritual, já sabeis que tudo tem um limite no Universo, exceção apenas do próprio Universo. Os seres viventes no mundo pelo qual vos interessais, desenvolveram em suas numerosas vidas nele vividas, todos os poderes ao seu alcance, tanto no bom como no mau sentido. Dando, porém, mais atenção às solicitações da matéria do que às do Espírito, desprezando a estas quase por completo em proveito exclusivo dos sentimentos inferiores, a vida de relação entre eles transformou-se numa espécie de luta cons­tante, cujo objeto outro não era que o de locupletar-se uns do que a outros pertencia. O Senhor desse mundo tentou por milênios implantar o espírito de fraternidade, de bondade e amor no coração dos seus governados, tudo, entretanto, sem resultado apre­ciável.

Procurou-se paralelamente afastar desse plano as almas que iam desencarnando, com o objetivo de as substituir por outras menos afeitas a essa maneira de viver, porém esse empenho não deu resultado em face das ligações poderosas que prendiam aquelas almas ao mundo de onde provinham, e para ele eram fortemente atraídas pelas vibrações afins que nele deixavam.

\"O Senhor do mundo em referência não desanimou ante o fra­casso do processo tentado. Fez baixarem no solo dessa esfera alguns dos seus mais valorosos emissários, os quais, na sua qualidade de Profetas e Grandes Instrutores Espirituais, deveriam captar a fundo o coração dos Espíritos encarnados, e com seu esforço elevar-lhes as vibrações para o Pai Celestial. Ah! amiguinhos meus! — declarou por fim a radiosa Entidade — imaginai que nem os Profetas e Gran­des Instrutores foram respeitados por uma população inteiramente mergulhada — chafurdada seria a expressão — nos prazeres e vícios que se estendiam por toda a superfície daquele mundo, chegando a sacrificar não poucos deles, que voltaram desanimados ao seu plano espiritual.\"

Aqui retomo eu a palavra para mais algumas considerações muito úteis para os vossos Espíritos. Sabendo-se que o progresso ou retrocesso moral de um mundo é a decorrência do nível vibra­tório de sua população, a qual, por conseguinte, tanto pode con­tribuir para a mais rápida evolução do mundo em que habita, se procurar elevar sempre mais e mais o nível de suas vibrações. Se ao contrário disso todo o conjunto vibratório do mundo passar ao mais baixo nível moral indesejável, esse fato passa a se integrar no sis­tema psicofísico que alimenta e provê as necessidades radioativas do solo, podendo chegar, ao fim de milênios decorridos, àquele processo de desintegração de que vos falei linhas acima. Pode dizer-se que toda a contextura do solo do mundo em referência, entrou num processo de empobrecimento tal, que anos e anos decor­ridos iriam determinar a desintegração total.

Deste fenômeno naturalíssimo se evidencia a ausência completa de uma vontade superior, de Deus ou do Senhor do Mundo, por exemplo, na desintegração da mencionada esfera, a qual pudesse vir a ser considerada por algum Espírito menos preparado, como um possível castigo do Céu. Absolutamente, meus amigos, Deus não castiga ninguém, por maior que seja a infração cometida contra as leis divinas. A reação que uma infração desse gênero possa pro­duzir, é que se incumbe de levar a quem tiver produzido a ação, o que inadequadamente costumais denominar de castigo. Foi em conseqüência dessa lei que a esfera citada entrou em franca desin­tegração, a qual se prevê estará em breve terminada.

Isto feito, um mundo a menos deixará de existir no Universo infinito, até que das partículas recolhidas um outro possa constituir-se..., nos próximos doze a quinze milhões de anos.

Aí tendes, meus irmãos terrenos, um relato histórico que des­conhecíeis, a conseqüência inevitável a todos os Espíritos que se desprendem de suas ligações multimilenares deixadas no Alto, para se dedicarem afincadamente ao solo onde tem firmado os pés, na ilusão de ser essa, exclusivamente essa, a finalidade da existência na carne. Muito ao contrário disso, a existência na carne representa a necessidade do Espírito para se manter no solo terreno durante o maior período de tempo possível, enquanto vai praticando suas melhores ações, ampliando laços de fraternidade e amor aos seus semelhantes, para delas recolher novos focos de luz espiritual de que tanto necessita.

Que cada um de vós se compenetre desta verdade absoluta­mente incontestável, e se desprenda o mais depressa que puder de certas práticas que a seu ver não possam produzir essa luz de que precisam, porque farão com isso, ainda nos dias, meses ou anos que lhes restam, o que não puderam fazer antes. Quem tal prática vos aconselha, aqui o faz devidamente autorizado pelo meigo Nazareno, o meu e vosso Senhor e Mestre Jesus, a cujo serviço eu me devotei de longas eras. Somai o que aqui vos deixo ao muito que outras Entidades do Senhor igualmente vos disseram e tirai as vossas con­clusões. Seria deveras para deplorarmos, nós todos que deixamos no Alto os nossos afazeres para tentar despertar-vos ainda na Terra, seria deveras para deplorarmos, repito, se tivéssemos de constatar um início de desintegração deste planeta, por motivo da inferio­ridade das vossas vibrações. Eu estou convicto, porém, de que uma tal desgraça não acontecerá na Terra.

Aqui vos abençoa e se despede, vosso irmão - JÚLIO VERNE

 

Not. biogr. — Júlio Verne — 1828-1905. Escritor francês dos mais no­táveis. Nasceu em Nantes e desencarnou aos 77 anos, após difundir pelo mundo inteiro os seus romances em que apresentou narrações de uma inven­ção engenhosa e pitoresca e ao mesmo tempo instrutiva. Seus livros subor­dinados à série “Viagens Maravilhosas” empolgaram os leitores de todas as idades, e ainda constituem a leitura predileta da geração atual. Júlio Verne concebeu idéias de viagens julgadas pura fantasia imaginativa no seu tempo, as quais entretanto vão sendo concretizadas, como a viagem à Lua num fo­guete, à volta ao mundo em oitenta dias e as viagens submarinas. Escreveu também peças teatrais de grande sucesso, tendo adaptado ao teatro igualmente vários de seus romances. Sua obra literária característica foi o gênero romance científico e geográfico, que fundou rapidamente a sua reputação. Seu pri­meiro trabalho “A cabra cega”, uma peça de teatro, apareceu em 1853, aos 25 anos, portanto, e o último, “Os irmãos Kip” em 1902. Entre as duas datas o escritor publicou em média um trabalho por ano, tal a fecundidade de sua prodigiosa imaginação

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