Quando a Felicidade Começa - Vida Nova Cap. VII

PDF por Nova Ordem de Jesus. 20/01/2016 - 11 min leitura
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O mundo terreno que é também um organismo vivo, e por isso sujeito a uma evolução semelhante à de todos os demais planetas do Universo, apresta-se para receber em seu solo os operários espe­cializados, destinados a procederem à transformação há milênios projetada pelas Forças Superiores do Universo, às quais incumbe planejar e executar quanto se relacione com a vida dos próprios pla­netas. Todos os mundos que conheceis, superficialmente, é claro, que se encontram em fase mais adiantada do que a Terra, também passaram e continuam a passar por transformações periódicas, para abrigarem e alimentarem populações espirituais designadas para neles viverem e progredirem na escala espiritual.

Sabendo-se que o progresso não encontra limites em todo o Universo infinito, os Espíritos por sua vez necessitam de mundos cada vez mais adiantados, nos quais possam avançar e avançar sem­pre, em experiências sempre mais aprimoradas também. Chegou então para a Terra o momento de sua transformação de mundo de sofrimento, lutas e provações em mundo espiritualizado, para rece­ber em seu solo populações espirituais bem mais adiantadas do que a atual. Isto não significa de modo algum que os homens e as mu­lheres viventes atualmente na Terra, não possam voltar a reencarnar no decorrer do próximo século. O desejo do Senhor Jesus é exata­mente que todos os atuais viventes voltem a Terra, mas é necessário que haja um desejo também da parte de cada um para que isso seja possível. A propósito citarei uma imagem que esclarecerá melhor o meu pensamento.

Imaginai-vos freqüentando o último ano de um curso no qual despendestes todos vós, anos e anos, para não dizer séculos e séculos de aprendizado. Chegando agora ao fim do curso que eu não desejo classificar de primário ou secundário, torna-se necessária uma preparação especial para aqueles que aspirarem a prosseguir em mais adiantado curso. O que tendes a fazer então? Apenas seguir a regra geral, que é rever quanto conseguistes assimilar das lições e experiências passadas, e nelas apoiados fazerdes um pequeno esforço para conseguirdes ingressar no curso imediatamente superior. Este é precisamente o caso de todo vós que ocasionalmente vos encontrais na Terra neste fim de século e civilização.

O  esforço  que  necessitais  de  fazer é  bem  simples  e largamentecompensador  do  tempo que lhe  dedicardes. Não  se trata de nenhum exercício físico nem mental, porque em se tratando apenas de fé, é somente vontade e determinação. Somente Espíritos possuidores da grandiosa chama da fé poderão viver, efetivamente, num mundo espiritualizado como a Terra passará a ser no próximo século, e para consegui-la não é necessário nenhuma base patrimonial ou fortuna, mas apenas grandeza de coração. E sabeis acaso onde está a grandeza de coração capaz de produzir a chama da fé? Única e exclusivamente na prática de boas obras, seja oferecendo trabalho remunerado aos que precisam trabalhar para viver com os seus, onde a remuneração tenha em vista possibilitar que vivam com tran­qüilidade aqueles que se engajarem como trabalhadores, seja le­vando auxílio aos que, minados pela enfermidade ou por outras causas; não possam trabalhar para obter o sustento seu e dos que lhe forem dependentes.

Há uma verdade autêntica no afirmar que jamais alguém empobreceu pelo fato de ajudar os necessitados, que com pouco se con­solam. Se percorrerdes os olhos pela história dos fracassos humanos, ireis encontrar as causas da grande maioria deles na dissipação, no jogo ou nas especulações, e jamais na doação feita a instituições ou indivíduos necessitados.

Para saber dar, saber ajudar realmente, torna-se necessário possuir a fé no coração, o que vale dizer, ter-se à consciência de não estar desperdiçando o que se possua, porém fazendo investi­mentos à caridade e à fé, dos quais resultará, invariavelmente, uma colheita mais que abundante porque excepcional de bens para o Espírito, tão ricos e tão belos que os recursos materiais jamais con­seguirão comprar.

Se um dia vos surgir oportunidade de entrevistardes qualquer Espírito Superior no plano a que haveis de ascender quando o tempo chegar, e lhe perguntardes quando terá começado realmente a sua felicidade na Terra, dele ouvireis certamente em resposta que, não apenas a sua como a verdadeira felicidade de todos os Espíritos Superiores, começou quando começaram a sentir-se apenas uma partícula infinitesimal de todos os seres humanos, e passaram a viver muito mais para o próximo do que para si próprios. Quando esta compreensão puder penetrar no coração de todos os homens e mulheres em sua transitória passagem pela Terra, a partir desse dia não só a fé passará a iluminar-lhes os passos terrenos, como passa­rão a sentir em seu coração uma felicidade que não permutarão jamais por todas as riquezas do mundo.

O que tem contribuído decisivamente para o atraso espiritual da humanidade encarnada, e bem assim para uma grande parcela de seres que no Espaço se mantém aferrada aos mesmos hábitos que viveram na Terra, é sem dúvida a circunstância de procurar cada ser humano encontrar a felicidade fora de si, na abundância de bens terrenos que tanto se esforça em acumular, à custa, sabe Deus de que processos e canseiras, quando deveria procurá-la dentro de si, na paz de Espírito decorrente da prática de boas obras, da irra­diação de pensamentos bons, puros, fraternos para com os seus se­melhantes, do que resultará sempre, em contrapartida, a recepção desses pensamentos de regresso, repletos de paz e luz para si pró­prios.

Com o século atual, porém, terminará também a fase atual de vida na Terra, visto como a transformação que aí vem não deixará de pé senão o que puder ser transferido ao próximo ciclo de civili­zação do terceiro milênio da era cristã. Um convite eu faço, pois, a quantos se interessam por uma vida de amor e paz ao deixarem a Terra em sua presente encarnação, e é que meditem profunda­mente no que aqui lhes deixo, já dito em outras palavras por outros iluminados Instrutores, a fim de que possam ser conduzidos no Alto ao plano compatível com o esforço que houverem feito para mere­cê-lo.

A insistência com que nós todos, mensageiros e servidores de Jesus Nosso Mestre e Senhor, nos referimos à necessidade de que todos se preparem para deixar a Terra num ambiente de luz e paz espiritual, decorre do muito amor que devotamos, do Alto, a quan­tos ainda percorrem os caminhos terrenos, muitos dos quais, talvez a grande maioria, o faz com total despreocupação por sua própria felicidade. Este amigo que ora vos fala, aqui se encontra a convite do Senhor Jesus para contribuir também com sua palavra, partida do fundo da alma, para despertar nos leitores destas páginas a rea­lidade verdadeira de sua vinda a Terra nesta — talvez a última — encarnação.

A evolução do mundo terreno aproxima-se, irmãos a quem muito quero e estimo, e sua marcha não pode ser detida nem adiada. Bem avisados serão, pois, os que não esperarem pela deflagração dos acontecimentos para tomarem a sua decisão. Tomem-na desde já os que o não fizeram antes. Ponham seu joelho em terra, elevem seu pensamento a Jesus, Nosso Grande Salvador, e abram-lhe seus corações. Façam  isto,  mas   façam-no   já,   agora,   amanhã e em todos os      dias    que  vierem,  por ser esta a única, a exclusiva maneira  de  se  encontrarem  seguros, sãos e salvos, quando os tempos chegarem...

É este um conselho de amigo, de irmão, de pai e protetor que estará eternamente ao lado de quantos o chamarem em seus mo­mentos de sofrimento, lutas ou dificuldades, já que nas alegrias jamais vos lembrareis de nós. Aqui se despede e vos abençoa em nome de Jesus de Nazareth, o vosso sempre amigo e protetor - JOSÉ DE ARIMATÉIA

Not. biogr. — José de Arimatéia foi o maior amigo que Jesus encontrou em sua última vida terrena. Homem rico e nobre, muito conceituado pelo seu caráter probo, residia em Jerusalém, em cuja casa os pais de Jesus costumavam hospedar-se quando de suas idas àquela Cidade. Ali recebeu certa vez a José, Maria, o filho mais velho de José e de sua primeira mulher, e o pequeno Jesus, quando este contava apenas 11 anos de idade. Arimatéia dedicou desde logo grande afeição ao pequeno Jesus, cujos dotes intelectuais o impressiona­ram, oferecendo-se para patrocinar seus estudos naquela grande Cidade, onde o jovem se desenvolveu no círculo das ciências exatas, sobretudo na filosofia, história e astronomia, a última das quais verdadeiramente o empolgava. Ari­matéia foi o elemento de maior destaque na vida terrena de Jesus, quer aconselhando-o, instruindo-o no conhecimento da religião hebraica, quer como patrocinador nos estudos da Kabala, que Jesus de Nazareth ansiava por co­nhecer, apesar de sua pouca idade, tendo sido admitido como noviço numa reunião de homens quase todos chegados à idade madura. Era ainda Arima­téia quem acompanhava Jesus ao Templo, anos mais tarde, preocupado em proteger o jovem pregador contra qualquer possível desacato. José de Arima­téia foi bem o amigo e o conselheiro maior que Jesus encontrou no mundo, esforçando-se o quanto pode nos últimos dias de vida do Senhor em afastá-lo da Cidade Santa, temeroso da mudança de ânimo da população em relação ao Messias, trabalhada pelos sacerdotes contrários às suas ideias.

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