O Método da Longevidade - Vida Nova Cap. XLIV

PDF por Nova Ordem de Jesus. 14/02/2016 - 16 min leitura
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Aqueles dos encarnados da hora presente que tiverem a ven­tura de assistir à transposição do próximo século, daqui a pouco mais de três dezenas de anos, assistirão certamente a um fato his­tórico sem precedentes em toda a vida deste pequeno mundo. O fato de poderem assistir a essa passagem de século, já representa em si mesmo, o transcurso de outros acontecimentos também sem precedentes na vida terrena, mercê dos quais muitas e muitas almas terão partido do solo terreno, de regresso ao seu lar espiritual situa­do em algum lugar do Universo.É pois para ressaltar a circunstância de se encontrarem na Terra aqueles que lograram sobreviver aos acontecimentos das três déca­das mais próximas, o que vem a significar para eles uma espécie de prêmio a que fizeram jus essas almas, sendo-lhes concedida à ventura de testemunharem na carne o ingresso da Terra em o novo século da era cristã, no decorrer do qual um grande número de outras almas grandemente evoluídas aqui estarão também encarna­das. A referência feita aos encarnados que vierem a transpor o próximo século, não deve ser tomada como significando, provavel­mente, que haverá a partida em massa de Espíritos para o Além em virtude dos acontecimentos previstos para os próximos anos. Isto poderá acontecer, realmente, em certas regiões do planeta, mas seu numero tomar-se-á infinitesimal em relação ao daqueles que aqui vivem no presente, e que em esmagadora maioria ingressarão no século XXI. O  trabalho realizado no ambiente terreno pelos emissários de Jesus por meio da palavra falada ou escrita, teve e tem por objetivo fundamental despertar o coração dos encarnados precisamente para a ocorrência dos acontecimentos predeterminados.

Esse trabalho há de ter alcançado sem dúvida o êxito esperado, em face da me­lhora operada no conjunto vibratório da Terra, tal como está sendo observado pelos encarregados deste serviço no Alto. Conseqüente­mente à melhora do conjunto vibratório dos Espíritos ora encarna­dos, muito se reduziram às possibilidades de sua partida em massa para os planos do Além, visto como, tendo decidido apoiarem-se esses Espíritos na misericórdia do Senhor, aumentaram suas possi­bilidades de sobreviver aos acontecimentos, o que é motivo da maior alegria para todos os emissários do Senhor Jesus. Uma observação que ainda perdura perante os servidores do Senhor no Alto, incumbidos do registro vibratório da humanidade terrena, é aquela resultante do empenho da grande maioria dos encarnados em se apegar com afinco mais aos interesses materiais, passageiros, perecíveis, relegando a segundo plano aqueles que de­veriam constituir prioridade: os interesses espirituais, os únicos que podem contribuir para a verdadeira felicidade de cada um. Traba­lhar, sim, é um dever que a todos se impõe, como necessidade de sua manutenção enquanto na matéria; mas um outro dever não me­nos importante se impõe igualmente, que é, não apenas dever, mas necessidade imprescindível de cada ser humano durante sua perma­nência na Terra, o dever de orar diariamente ao Senhor, a fim de que, orando, saiba o Senhor que esse filho existe e se encontra na Terra, esperando receber a necessária proteção.Já foi abordado num dos livros do Irmão Thomé, o fato de que a oração não deve ser encarada como contribuição daquele que ora para o engrandecimento da Divindade a quem é dirigida, mas, isso sim, como uma necessidade do ser encarnado para o recebimento de quanto possa necessitar durante a sua permanência na carne. Se o indivíduo deixa de se dirigir ao Senhor ou a Deus por meio da oração diária, também denominada prece — pedido —, pode suceder que o mesmo venha a encontrar-se em certa fase de sua vivência terrena em circunstâncias porventura bastante críticas sem poder contar com a ajuda ou socorro das Forças Superiores, das quais não procurou aproximar-se. Em tais circunstâncias, o socorro ou ajuda, desde que solicitados, também virão, pela razão de que ninguém jamais apelará em vão para a Providência Divina, no caso as For­ças Superiores de que falamos neste livro. Uma coisa é, porém, ver-se socorrido em meio do perigo, quando algum dano já tiver sido causado, e outra coisa muito mais agradável é ter presente, em todos os momentos essa espécie de socorro, proporcionado por ele­mentos sempre presentes, representados pela misericórdia do Senhor resultante do hábito diário da oração.Dir-me-­eis provavelmente alguns de vós, meus estimados irmãos leitores, que conheceis alguém que não ora, que nunca orou, segun­do afirma, e seus interesses prosperam, tudo lhe corre otimamente. Isto pode acontecer aos vossos olhos, porque a esse alguém inte­ressa manifestar-se dessa maneira. O que sucede entretanto, é que a idéia da prece se encontra incrustada em seu Espírito, o qual se entrega devotadamente a ela apenas cerrados os olhos do corpo para o sono diário. O Espírito desse alguém, uma vez afastado de sua matéria densa, prostra-se e ora fervorosamente, encontrando-se mesmo entre irmãos assim, Espíritos de grande luminosidade. De sua oração constante é que resulta necessariamente a situação cômo­da ou próspera do homem físico, o qual, negando embora o seu devotamento à oração, sabe e sente no íntimo que seu Espírito cum­pre agradavelmente esse dever para com a Divindade. Agora tratarei de outro assunto que reputo de grande interesse para todos os irmãos encarnados, e que muito útil lhes será quando da Terra se despedirem para regressar ao seu mundo espiritual. Tratarei então da maneira pela qual será possível a quantos se en­contram na Terra prolongarem essa vivência ao máximo que pude­rem ou desejarem, no gozo de um estado relativo de saúde que poderá mostrar-se ótimo em algumas pessoas, e bastante regular em outras. O processo é muito fácil de praticar por não apresentar nenhuma dificuldade e consiste no seguinte: — Sabido como é ser a higiene o melhor dos bens relacionados com a vida humana, vamos começar por expor o método capaz de conduzir as pessoas à longevidade. Isto exige então, daqueles que desejarem atingi-la, habituarem-se a proceder à sua descarga intestinal todas as manhãs logo após o levantar, o que pode ser conseguido mediante o empre­go de uma vontade determinada nesse sentido. Um pouco de exer­cício, ginástica de tronco, dos braços e das pernas, fará com que o intestino se prepare para a eliminação. Isto feito, e havendo uma autodeterminação prévia de ingressar em hábito tão salutar, o orga­nismo corresponderá a essa determinação. O dia transcorrerá para a saúde do corpo de maneira admirável, uma vez que o organismo se encontrará livre das toxinas que foram eliminadas. Este é o pri­meiro passo no caminho da longevidade, inteiramente comprovado por quantos já a atingiram, tanto no presente como no passado. O segundo passo será o estabelecimento das refeições em horas certas às quais se habituará o organismo, em vez de usar alimentar-se irregularmente como sucede a muitos seres humanos, seja por falta de tempo segundo alegam alguns, ou outras causas, sem­pre, porém, por falta de método em sua vida. O estabelecimento de horário regular, certo, para as refeições, leva o próprio organismo a adaptar-se a essa prática, tudo dispondo em seus órgãos e célu­las para um metabolismo também regular, perfeito, com os melhores resultados para a saúde física. Ao contrário disto, uma alimentação em horas incertas, não apenas obriga o organismo a um trabalho acelerado em certos momentos, como a manter-se paralisado nos intervalos, resultando dessa irregularidade encontrarem-se freqüen­temente subnutridas de substância as células incumbidas de manter inalterado o ritmo circulatório, com grave prejuízo para o todo. É como se privássemos de combustível o gerador principal de uma indústria, levando-o por vezes à paralisação de sua atividade geradora, obrigando o maquinário a recorrer à energia dos acumulado­res. Isto feito freqüentemente pela irregularidade verificada na ali­mentação do gerador principal, resultará no próprio desgaste e enfra­quecimento mais rápido que o previsto. Com o organismo humano sucede coisa parecida. Ao passo que uma alimentação proporcio­nada em horas certas, determinará o funcionamento inalterado de toda a máquina humana, e bem assim a sua maior duração.  O terceiro passo no caminho da desejada longevidade será a aquisição de hábito do repouso noturno de pelo menos sete a oito horas, que é o tempo indispensável à recuperação pelo Espírito das energias mentais despendidas durante as atividades diárias. O há­bito de dormir estas sete a oito horas é de importância fundamen­tal à manutenção da saúde e bem-estar do corpo. Se até certa altura os mais imprudentes apenas concedem de quatro a cinco horas ou menos até, para o repouso noturno, este hábito virá a custar-lhes caro nos anos de maturidade orgânica, pelo enfraque­cimento irremediável de suas células. As pessoas que assim enten­derem de viver, em regra não chegam a ultrapassar o meio século; e quando o atingem demonstram não raro haverem vivido muitos anos mais. Ao passo que aquelas que se dispuserem a seguir a prá­tica aqui apontada, melhorando também o seu viver com inteira abstinência, ou o uso apenas moderado do fumo e do álcool, estas pessoas terão assegurada uma longevidade sadia, com a mente em perfeitas condições de poder empreender ou dirigir toda sorte de interesses do seu agrado.  Agora o complemento final ao alcance da longevidade saudável e tranqüila. Se, adquirindo os hábitos de linhas acima, o ser encar­nado se houver devotado ao uso de suas faculdades mentais para estabelecer e manter contato com as Forças Superiores do Universo personificadas pelo Senhor Jesus, havendo cultivado igualmente em sua vivência terrena o sentimento da bondade, do amor ao seme­lhante, da caridade e do bem, se isto tudo se houver incorporado ao patrimônio moral de um ser humano, então, amigos e leitores meus, um ser em tais circunstâncias já não será apenas um encarnado comum em busca da perfectibilidade espiritual, porque a terá en­tão alcançado perante a Divindade, de quem passará a ser um au­têntico representante na Terra. Um ser humano que haja estabele­cido como norma de sua vivência terrena os princípios a que venho de me referir neste meu capítulo, terá, com grande surpresa para si próprio, alcançado com a longevidade terrena, tais e tão belos pre­dicados, que poderá chegar a tornar-se elemento da maior utilidade para os seus contemporâneos, a quem chegará a falar em nome do próprio Senhor Jesus.

Aqui fica para todos vós meus irmãos leitores, embora a largos traços, um plano infalível de alcançardes a longevidade com saúde e Alegria na vida terrena, para cuja prática eu não vejo nenhuma dificuldade. Tudo se resume no disciplinamento de vossas atividades fisiológicas diárias, em vez de vos submeterdes vós a elas no mo­mento em que se manifestam. Vós sois os construtores e os donos do vosso corpo, que começastes a edificar desde o ventre materno. Dependendo então do tratamento que lhe derdes e dos hábitos que lhe impuserdes, ele tanto poderá durar quarenta, cinqüenta, como se­tenta ou oitenta anos de perfeito funcionamento. Se, por conseguin­te, lhe impuserdes hábitos salutares como os que venho de apontar, e vós mesmos cumprirdes a parte que vos toca, podeis ficar então certos de que chegareis a alcançar os mais belos resultados em vossa presente existência terrena. É precisamente isto o que constitui o programa de quantos obtiveram permissão de reencarnar, como vós, e que desta maneira o cumprirão inteiramente.Dada por bem cumprida a minha tarefa, ao ser designado pelo Senhor para vos falar através deste grande livro, aqui me despeço de vós, meus estimados irmãos e amigos, e me prontifico a acorrer ao vosso chamado quando e onde possais vir a precisar deste irmão verdadeiramente dedicado, JOSÉ DO PATROCÍNIO

 

Not. biogr. — José do Patrocínio — 1854-1905 — Jornalista brasi­leiro dos mais brilhantes. Nasceu na cidade de Campos, transportando-se para o Rio de Janeiro muito jovem ainda, onde ingressou na Escola de Medicina, não chegando a concluir o curso. Tentado pelo jornalismo, ingressou como repórter na \"Gazeta de Notícias” ao lado de Ferreira de Menezes, e mais tarde na “Gazeta da Tarde”, fundada por Menezes. Nessa folha enfrentou Patrocínio os mais rudes ataques dos seus inimigos, partidários da escravatura, os quais não lhe poupavam nem a família nem a honra, a descendência, a pobreza e a cor, por ser de cor preta a sua progenitora. Patrocínio empol­gava a opinião pública de todo o país com os artigos que publicava no Rio de Janeiro, tendo sido considerado o maior baluarte contra a escravidão no Brasil, a ponto de ter forçado o governo do conselheiro João Alfredo a re­digir o famoso decreto da abolição da escravatura, que a princesa Isabel assi­nou no dia 13 de maio de 1888. Ele intensificava a propaganda abolicionista pelo jornal e em conferências públicas, fazendo um número crescente de prosélitos. Organizava a fuga de escravos em massa das fazendas, fato em que foi muito ajudado em São Paulo por Antônio Bento. No dia glorioso para o grande brasileiro, ele beijou, de joelhos, as mãos da princesa Isabel em regozijo pela assinatura da que ficou sendo chamada Lei Áurea. Por ocasião da morte de Patrocínio em 1905, o povo prestou-lhe ver­dadeira consagração. Uma multidão avaliada em dez mil pessoas que acom­panhava o funeral, desatrelou os cavalos do coche, que foi puxado pelo povo até ao cemitério.

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