O Galardão Espiritual - Vida Nova Cap. XXXIX

PDF por Nova Ordem de Jesus. 11/02/2016 - 17 min leitura
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Os homens que se encontram presentemente vivendo mais uma existência no solo terreno, mal poderão sequer imaginar as difi­culdades que tiveram de vencer quando ainda se encontravam na vida espiritual, para conseguirem sua presente encarnação. Di­zendo homens, desejo significar igualmente as mulheres, porquanto o problema da reencarnação é comum aos dois sexos. Acrescenta­rei então, que não é nada fácil a um Espírito livre no Alto, conse­guir a tão desejada, imaginada e mesmo sonhada oportunidade de descer a Terra, para aqui construir um novo corpo de carne com o qual possa realizar várias de suas mais caras aspirações, sendo a principal a de aumentar sua luz espiritual.

É, por conseguinte, com as mais fundadas razões que todas as Entidades que me precederam na feitura deste livro, insistem na necessidade de que todos os homens e mulheres deste fim de sé­culo despertem dessa espécie de letargia em que se encontram, para se disporem a pensar muito a sério no seu amanhã espiritual, um amanhã que pode demorar para uns mais do que para outros, mas que virá infalivelmente para todos. É preciso esclarecer devidamente para que todos compreendam, que os esforços feitos por to­das as Entidades que aqui escreveram o seu capítulo a convite de Nosso Senhor e Mestre Jesus, elas o fizeram por dois grandes mo­tivos: atender ao honroso convite com que as distinguiu o Senhor, e contribuírem com a grande luminosidade dos seus Espíritos para ajudar a todos vós, leitores, a vos preparardes enquanto é tempo para a grande viagem que tereis de empreender em breve, para muitos talvez a sua última viagem de regresso da Terra. E como a ninguém é dado empreender viagem pequena ou grande sem uma preparação correspondente, é que todos nós que viemos fa­lar-vos através das páginas deste grande livro, temos de insistir em que vos prepareis condignamente para a viagem que tereis de fazer.  Nosso Senhor Jesus deu-me instruções no sentido de palestrar convosco acerca dos perigos a que estão sujeitos no Alto os Espí­ritos que, tendo cessado sua existência no corpo físico, partem do plano terreno quase completamente despreparado para o seu novo estágio no plano espiritual, pelo fato, como alegam muitos, de não terem tido tempo para se prepararem.

Como poderá ser isso? —pergunto eu, se o objetivo único, senão o principal da vinda de um Espírito à vida terrena é exatamente o aprimoramento de suas qua­lidades morais, o esclarecimento da sua inteligência no serviço do bem e da fraternidade através da prática de obras meritórias? Como poderá dar-se tal coisa, irmãos e amigos meus, se durante a prepara­ção de cada um de vós no Alto para reencarnar, tudo isso vos foi demoradamente exposto, para que, uma vez reencarnados, não vos esquecêsseis jamais?

Ora bem, meus amigos e irmãos queridos. Nada ainda está definitivamente perdido, pelo menos enquanto aqui permanecerdes. Já sabeis de sobra pelo que vos foi dito por outras Entidades, qual o meio pelo qual podereis recobrar a lembrança de tudo quanto vos foi ensinado antes desta vossa vida no corpo físico, como ele­mento indispensável ao bem-estar e felicidade de cada um em sua vida terrena. Já sabeis que através da oração e da meditação diá­rias podereis entrar em contato direto com o Senhor Jesus, e d’Ele receberdes na medida das vossas necessidades toda espécie de aju­da espiritual. Certos como estais deste caminho, nada mais tendes a fazer do que segui-lo de todo o coração, porque o mesmo poderá conduzir-vos à situação espiritual mais bela e feliz que possais ima­ginar.  Existe ainda um outro importante objetivo na divulgação do conteúdo deste volume por toda a superfície terrena, justificando a vinda ao solo terrestre das dezenas de Entidades que nele apa­recem redigindo seus respectivos capítulos. Esse objetivo consiste no grande empenho do Senhor Jesus em preservar de situações desagradáveis para uns e talvez aflitivas para outros, todas as almas atualmente encarnadas no solo terreno, quando começarem a se ma­nifestar os efeitos das operações já em curso no planeta. Desavisa­dos que estivessem os homens e mulheres, quando esses efeitos co­meçassem a manifestar-se em várias regiões da Terra, poderia verificar-se uma tal situação de aflições e desespero que muito contri­buiria para agravar a salvação daqueles, que deverão ser salvos pelas Forças Superiores na hora do perigo. Ao passo que, mandando o Senhor transmitir à população terrena a série de conselhos inicia­dos pelo Apóstolo Thomé e por nós continuados, estarão todos os homens e mulheres avisados de que algo de muito importante deverá acontecer ao planeta, assim como dos recursos que ao seu alcance encontram-se para deles se utilizarem. Depois desta larga prepa­ração, ninguém poderá jamais alegar que desconhecia os meios co­locados ao alcance de sua vontade, do seu coração, para se livrar de situações possivelmente dolorosas.

Quem hoje vos escreve para ser lido nos trinta e poucos anos deste fim de século, é um vosso irmão muito mais velho que tam­bém cursou durante milênios esta mesma escola terrena que hoje cursais, porém com dificuldades bem maiores, como a vida decor­ria no início da era cristã e mesmo alguns milênios antes. Foi-me dado viver nos diversos continentes deste pequeno mundo terreno, quando as leis existentes atendiam apenas aos interesses dos poten­tados e dirigentes, nenhum valor tendo para os mesmos a fragili­dade da vida de seus súditos, lançados continuamente em guerras caprichosas ou de conquista. O valor dos homens comuns dos tem­pos em que me foi dado reencarnar seguidamente na Terra, era ava­liado apenas pelo serviço que podiam prestar à causa do Estado, que considerava escravos dos interesses de seus dirigentes todas as vidas humanas a quem Deus concedia a existência terrena para seu desenvolvimento espiritual. Foi então de conflitos em conflitos, con­forme reza a história da Terra, que muitos milhares de almas con­seguiram alcançar determinado grau evolutivo, para aqui voltarem mais tarde na qualidade de governantes de determinado rincão, e nele instalarem melhor regime de vida para seus governados . Este irmão que tem hoje a ventura de vos dizer estas palavras, foi um dos Espíritos a quem Nosso Senhor concedeu a missão de dirigir um grande país, no qual seus dirigidos pudessem sentir uma tranqüilidade relativa, para poderem dedicar-se ao aprimoramento cultural e moral de que necessitavam. Devo declarar que me empenhei sinceramente em proporcionar essa tranqüilidade àqueles que foram levados a viver sob o meu reinado, e também que con­segui atingir esse objetivo quase completamente. Regressando ao mundo espiritual ao fim de minha última peregrinação na Terra, tive a felicidade de receber de Nosso Senhor o belo galardão que Ele destina a quantos no solo terreno souberam cumprir sua missão. Esse galardão, devo dizê-lo para edificação de todos vós leitores meus, representa hoje para mim a maior e mais bela recompensa recebida em toda a minha vida de Espírito, mais, muito mais mesmo, do que todos os tesouros que tive na Terra à minha dis­posição. A explicação disso é que os tesouros da Terra, por maiores que sejam quantitativamente, por maiores honras que possam pro­porcionar aos seus possuidores, têm de ficar finalmente na Terra porque a Terra pertencem, não oferecendo nenhum reflexo no mun­do espiritual aos seus possuidores.

Enquanto que os galardões es­pirituais que Nosso Divino Mestre Jesus costuma conferir a quantos tiverem sabido cumprir com honra as suas tarefas na Terra, a quantos tiverem sabido dedicar sua existência na carne ao bem-estar e felicidade dos seus semelhantes, esses galardões espirituais incorporam-se definitivamente aos Espíritos que os recebem e pas­sam a constituir motivo da maior felicidade e dignidade para eles.

Desejo esclarecer um ponto que poderia ficar obscuro para al­guns dos leitores deste volume. Desejo esclarecer que não são apenas Espíritos que passaram pela Terra como dirigentes de povos, os que vão receber das luminosas mãos do Senhor Jesus o ambicio­nado galardão espiritual se ao mesmo tiverem feito jus. Não, meus queridos; Nosso Senhor costuma recompensar com esse belo galar­dão Espíritos de todas as classes sociais cujo viver terreno haja contribuído para merecê-lo. Todos os homens e mulheres que aqui se têm distinguido na prática do bem, do amor e da fraternidade para com os semelhantes, seja em que setor for da vida terrena, fizeram jus à tão bela recompensa, sempre recebida do Senhor e Mestre Jesus. O industrial, o negociante, o médico, o advogado, o professor e o operário, encontram oportunidades de se habilitarem ao recebimento do seu galardão espiritual ao regressarem da Terra, porque essas oportunidades se apresentam na vida de todos os seres humanos independentemente da categoria social em que tenham vivido. Isto é uma verdade autêntica, meus estimados irmãos. Quando chegar o tempo de regressardes à vossa morada espiritual ireis encontrar na mesma, com surpresa para muitos, irmãos vossos de quem talvez não tenhais ouvido falar pela obscuridade em que preferiram viver entre vós, mas que de tal modo procuraram servir ao Divino Mestre na esfera de suas possibilidades, que mereceram, e do Senhor receberam o seu galardão. Não existe categoria social por mais humilde, que não ofereça ensejo de praticar cada um os belos mandamentos do Senhor, amar ao próximo na medida de suas possibilidades, mas fazendo-o com verdadeiro sentimento de fra­ternidade. E isto sucede muito freqüentemente, sabido como é que vieram habitar entre os humildes não poucos Espíritos já possuidores de certo grau evolutivo, em cujo meio conseguiram tornar-se verdadeiros amigos, orientadores ou conselheiros daqueles que os procuram. Num conselho sensato, justo, prudente, destes que po­dem muitas vezes impedir a consumação de uma tragédia, está uma bela oportunidade de um ser humano prestar real serviço ao Senhor, prestando-o na Terra ao seu semelhante. Para que alguém possa fazê-lo, uma condição apenas necessita de possuir: a integridade moral. E para que alguém possa ter a consciência de possuir tão bela condição, bastará que se mantenha em perfeita harmonia com as Forças Superiores do Universo, pessoalmente representadas em relação à população terrena pela dedicação a Nosso Senhor Jesus, Nosso Divino Mestre.

Eis aí filhos e amigos meus, o que me propus dizer-vos no capítulo que me coube redigir nesta obra realmente portentosa. Julgo por isto bem cumprida a minha missão, porque me empenhei em dizer-vos o quanto basta para que possais receber também, à vossa vez, um belo galardão espiritual para a glória de vossos Espíritos. Aqui se despede e vos abençoa em nome de Nosso Senhor Jesus, este vosso irmão e amigo dedicado, pronto a servir-vos no Alto, que ingressou na vossa História com o nome de - MOISÉS

 

Not. biogr. — Moisés — 1500-1380 A. C. — Grande legislador dos hebreus. Fundador da nacionalidade israelita. Nasceu no Egito pelo ano de 1500 A. C. e desencarnou no Monte Nebo cerca de 1380 A. C. Conta-nos à lenda que Moisés foi retirado das águas do Nilo acomodado num berço de papiro, numa fase em que o faraó determinara a morte de todas as crian­ças do sexo masculino. Foi recolhido com carinho pela princesa Termútis que obteve permissão de seu pai, o faraó, para criá-lo. Dotado de grande inteligência, porque era realmente um predestinado, aprendeu rapidamente as artes e as ciências do seu tempo. Tendo, involuntariamente, dado morte a um egípcio que espancava um hebreu, fugiu para Median na península de Sinai. Nesse país casou-se com Séfora, filha de Jetro, chefe dos medianitas, nascendo-lhe dois filhos: Gérson e Eliezer . Estava já com oitenta anos quan­do Deus lhe apareceu no Monte Horeb numa visão da sarça ardente, e lhe ordenou que retirasse os hebreus do jugo dos egípcios, dando-lhe Aarão como auxiliar nessa tarefa. Ambos partiram para o Egito e apresentaram-se a Me­neftá o faraó, a quem pediram autorização para levar o povo hebreu para Canaã, conforme Deus determinara a Moisés. O faraó irritou-se com o pedido e recusou atendê-los. Em seguida mandou agravar as condições de trabalho dos hebreus.

Dessa deliberação do faraó surgiram graves acontecimentos para o Egito e o seu povo. Moisés fez desencadear sobre o país as chamadas dez pragas milagrosas, a última das quais, consistindo na morte de todos os primogê­nitos das famílias egípcias, atingiu também o coração do faraó, roubando-lhe o príncipe herdeiro. Nesta última o faraó resolveu ceder às insistências de Moisés e Aarão, e eles puderam conduzir o povo hebreu para fora do Egito.

O faraó, porém, ouvindo no dia seguinte os conselhos dos seus gene­rais, arrependeu-se e ordenou que o exército se preparasse e partisse no en­calço dos hebreus e os trouxesse de volta. A multidão dos hebreus, porém, só foi avistada Dois  dias  depois pela madrugada, ao iniciar a travessia do Mar Vermelho, que, diz a lenda, separara-se no lugar escolhido por Moisés para a travessia. Esta foi executada em marcha acelerada pelos hebreus, que con­seguiram passar enxutos com todo o gado e pertences que levavam.

O exér­cito do faraó, porém, tentando a mesma travessia algumas horas mais tarde no mesmo local, viu-se tragado pelas águas com todos os animais e ma­terial de guerra, por terem as águas se fechado sobre eles. Moisés ini­ciou então uma longa marcha de quarenta anos pelo deserto em busca da terra prometida, durante a qual se manteve em permanente contato com Deus.

Recebeu no Monte Sinai o “Decálogo” e mais tarde a legislação que devia reger o seu povo durante cerca de quinze anos. Nos cinco livros que escre­veu, o “Pentateuco”, Moisés registrou a história das idades antigas, o texto das suas leis e a narração dos acontecimentos em que tomou parte. Moisés foi legislador, profeta, poeta, historiador e pastor de homens, sendo consi­derado uma das maiores figuras da História humana. Sua celebridade enche todo o Oriente. Os árabes veneram-no tanto como os judeus. A Igreja ca­tólica colocou seus livros no canon das Escrituras inspiradas e considera-o uma das figuras mais notáveis, porque numa profecia célebre anunciou a vinda do Messias.

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