O CABO DE SEGURANÇA DAS ALMAS QUE PARTEM DA TER­RA - 43ª Mensagem de Ensinamentos Espirituais - Nova Ordem de Jesus

PDF por Nova Ordem de Jesus. 30/03/2016 - 13 min leitura
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Ditada pelo Apóstolo Thomé
Em 7-11-1970
Rio de Janeiro - Brasil

O CABO DE SEGURANÇA DAS ALMAS QUE PARTEM DA TER­RA - NECESSIDADE DA SOLIDARIEDADE HUMANA - A LEI DAS COMPENSAÇÕES E O TRABALHO REMUNERADO - EFEITO DAS VIBRAÇÕES DOS TRABALHADORES EM FAVOR DAS EMPRE­SAS - A LEI DA JUSTIÇA

DIAS DE GRANDE PROJEÇÃO HISTÓRICA na vida do pla­neta se aproximam, durante os quais se processarão aconteci­mentos do maior valor para o progresso de todas as almas pre­sentemente encarnadas. A vida terrena está a caminho de lograr certos melhoramentos materiais que hão de repercutir de ma­neira  notável  no aceleramento do progresso espiritual das almas que aqui se encontram neste fim de século. A Terra, igualmente, está necessitando de ingressar  numa  fase evolutiva a que tem in­contestável direito como planeta habitado por alguns bilhões de almas que aqui se encontram para progredir espiritualmente.  Já  foi  dito  e repetido que a fase de transição a iniciar-se em dias muito próximos, deverá assinalar a partida do solo terreno de alguns milhões de almas atingidas pelos acontecimentos,  porém esse  fato só as beneficiará, e muito, em seu regresso ao mundo espi­ritual. Uma circunstância apenas se faz necessária para que as almas que desencarnarem  mais ou menos inesperadamente, al­cancem o benefício que lhes está destinado ao deixarem a Terra: é que se encontrem em ligação com a Divindade por meio da ora­ção e meditação diárias. Esta ligação tem efeito muito seme­lhante a existência de um cabo de segurança amarrado a cada um dos passageiros de um navio que soçobrasse em pleno oceano, jogando todos os passageiros no mar. Assim largados em pleno mar, estando cada qual amarrado pelo cabo de segurança, fácil será de os socorrer e recolher pelos barcos socorristas. Aque­les, entretanto, que não dispusessem dessa ligação providencial poderiam correr o risco de afundar para sempre. A imagem se aplica,  pois, a  necessidade da  ligação diária entre as almas en­carnadas e a Divindade, não apenas na  previsão do que possa  acontecer-lhes, como também  na  proteção de que todas  necessi­tam  ao  longo de sua vivência terrena.

O Senhor Jesus deseja tornar este assunto o mais claro possível para a compreensão de todos os leitores de  Suas Men­sagens, e todos se decidam à ligação com a  Divindade no seu ex­clusivo  interesse.  Já  é bastante significativo o número de ho­mens e mulheres que adotaram o hábito da oração diária ao dei­tar,  hábito do qual  hão de colher os  mais belos  frutos.  Já  foi  di­to igualmente e repetido, que nem a  Divindade nem o  Senhor  Je­sus necessitam da oração das almas encarnadas, visto como a mesma se destina exclusivamente a beneficiar  aquelas que oram. O Senhor  Jesus  deseja, porém, que os homens e as mulheres se disponham a orar diariamente à Divindade, e que o façam com verdadeira devoção, porque desse hábito resultará um tal acú­mulo de luzes espirituais que todas as criaturas se bendirão ao constatá-las no seu regresso da Terra. Eis aí o motivo funda­mental da recomendação do Senhor para que todas as almas orem  fervorosamente pelo menos uma vez ao dia, porque o farão no seu próprio e exclusivo benefício.

Em seguida o  Senhor tratará de outro assunto estreitamen­te ligado ao progresso espiritual das almas encarnadas: a neces­sidade da solidariedade entre todas as criaturas.  Esta solida­riedade deve ser entendida no sentido da ajuda que cada qual pos­sa prestar ao semelhante quando a mesma se torne necessária, de maneira a estabelecer-se um pensamento geral de simpatia, ajuda e entendimento entre as almas encarnadas como verdadei­ras irmãs que são perante a  Divindade.  Ao contrário do que hoje ainda acontece, em que determinadas pessoas se aproveitam do esforço alheio ao seu serviço, remunerando esse esforço tão parcamente que seus servidores mal conseguem viver com os seus.  As  leis  divinas  estabelecem que esses casos só aparente­mente beneficiam as pessoas que assim procedem, visto como a  Mente  Divina fá-los-á voltar à Terra na condição de humildes servidores a fim de serem por sua vez explorados  nos seus es­forços. Tudo aconselha, por conseguinte, que os empregadores estudem cada  um dos seus servidores e tratem  de os  remunerar com  justiça a fim  de poderem  merecer  a aprovação da  Mente Di­vina. Funcionará, então, a  Lei das Compensações, dando a cada um aquilo a que fizer jus pelo seu trabalho e merecimento, aju­dando substancialmente cada um dos filhos da Terra em seus empreendimentos. Este princípio deve ser observado atentamen­te  por todas as pessoas, empregadores ou empregados, fazendo cada qual com elevação e espírito de justiça aquilo que lhe com­petir fazer em harmonia com as leis divinas.

No mundo espiritual encontram-se  numerosíssimas  almas  que dirigiram na Terra  diversos  tipos de organizações em que  predominava a preocupação de pagar o mínimo possível  aos seus servidores, para que restasse o máximo para o engrandecimento da organização. Resultou ao cabo de muitos anos de atividade, que os dirigentes dessas organizações se transferissem para o mundo espiritual  em obediência à lei natural. Verificaram  nessa ocasião e ainda hoje, que a preocupação que mantinham, por ser de efeito exclusivamente material, não lhes granjeou  luzes  nem  mérito para o  Espírito, porque sendo o engrandecimento de suas  organizações puramente material, todo ele ficou na Terra para benefício de terceiros, tendo os seus construtores regressado por assim dizer, paupérrimos de luzes espirituais. Examinando eles próprios do Alto o registro de suas organizações, apenas constataram um fato do qual lhes resultou algum benefício: foi o fato de terem criado ou dirigido organizações que ofereceram  trabalho remunerado aos  seus servidores.  Encontraram  então nes­se registro  todos os casos em que tiveram ao seu serviço auxilia­res de grande merecimento por seu elevado espírito de coope­ração, aos quais entretanto  remuneraram  tão parcamente que os mesmos viviam em grandes dificuldades de sobrevivência.

O  Senhor  Jesus convida  todos os  homens de responsabili­dade nos vários tipos de organizações de trabalho na Terra a meditar calmamente neste assunto, certos de que  hão de colher ensinamentos e conclusões que muito lhes servirão ainda na Ter­ra. Sabendo-se que cada uma das organizações de trabalho exis­tentes na Terra é acompanhada  muito de perto por  Entidades do mundo espiritual, a semelhança dos  Protetores  individuais,  é da  própria conveniência dessas organizações adotar um tipo de procedimento justo, eqüitativo, para com seus servidores, certos de que o  pensamento  reunido dos mesmos em favor da prosperidade da empresa pode influir, e muito, pelo progresso da  mesma. Do mesmo passo, o pensamento dos servidores de uma empresa, desgostosos ou  revoltados em  face da  falta de justiça, pode levar uma empresa a caminhos difíceis, e até à ruína. A explicação do fenômeno é a seguinte: se determinado número de pessoas a ser­viço de uma  empresa se sentem  satisfeitos com  a sua remunera­ção e espírito de justiça mantido por seus chefes, a vibração as­sim emitida  por essas pessoas  se reúne, e como seja de  nature­za benéfica, vai influir em favor da prosperidade da empresa  junto a sua administração, na criação e melhoramento de seus produtos, os quais se impregnarão desse espírito benéfico junto aos consumidores. O negócio tende a  prosperar  porque seus  produtos são recebidos com  aquela  força  benéfica do conjunto vi­bratório dos seus operários ou servidores.

Agora o reverso da  medalha. Se  acontece laborarem con­trariados os servidores ou obreiros de uma empresa em que predomine a incompreensão do problema operário, e conseqüentemente o salário  minguado,  insuficiente a manutenção justa de cada um com o seu grupo familiar, esta  insatisfação está pre­sente e se manifesta a todo o momento, do que resulta a forma­ção de um conjunto de vibrações negativas que, além de não con­tribuir para a prosperidade da empresa, como que a amarra a um círculo de dificuldades constantes, capazes de a aniquilarem. Devem  por  isso os  industriais e  negociantes  estudar, no seu mai­or interesse, a situação existente em suas organizações em re­lação ao estado psicológico dos seus servidores, chegando pos­sivelmente a conclusões dignas de algum retoque no sentido de transformarem de negativas em  positivas as vibrações dos  mes­mos em  favor de suas empresas. O  fato é que um trabalho rea­lizado com alegria por criaturas satisfeitas, tranqüilas, se projeta de tal maneira em favor da empresa, que passa  a  represen­tar  uma  força mais ou  menos  poderosa  segundo o  respectivo vo­lume. É por  isto aconselhável um estudo acurado da situação de todas as organizações terrenas, com vistas a eliminação de quanto possa estorvar ou minimizar o seu progresso.

Quem  isto  fizer  poderá contar  desde  logo com a certeza de  que  ao partir da Terra ver-se-á envolvido em ondas e ondas de luzes e bênçãos emitidas por aqueles servidores  que deixaram  na  Terra.  E  isto,  podem estar certos, vale mais,  muito mais mesmo do que toda a fortuna material que teriam podido acumu­lar se outra tivesse sido a sua  forma de proceder em  relação as pessoas que foram seus servidores dedicados. A Lei da Justiça, uma das mais belas dentre as leis divinas, envolve e ilumina constantemente milhares de almas que aportam ao mundo espi­ritual após uma vilegiatura terrena em que souberam reconhecer nas suas irmãs que as ajudaram e serviram, o direito a uma re­muneração condigna que lhes permita viver tranqüilamente. Suas preces se dirigem então aqueles  milhares de almas em  reconhe­cimento do seu espírito de justiça.

Considerai o quão firme deve estar o vosso “cabo de segurança” à Divindade - prevenindo-vos dos acontecimentos à vista.

Esta mensagem é parte do livro Nova Ordem de Jesus, da Grande Cruzada do Esclarecimento. Conheça mais sobre o livro Nova Ordem de Jesus. Agradecemos pela leitura e ficaremos muito felizes se o seu desejo for o de compartilhar a mensagem com seus amigos e familiares.

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