Nosso Senhor e os Poetas - Vida Nova Cap. XXIII

PDF por Nova Ordem de Jesus. 05/02/2016 - 14 min leitura
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As obras do Senhor Jesus, executadas na Terra pelas Forças Superiores através de suas ligações com Espíritos encarnados, pre­viamente instruídos e convenientemente preparados para o desem­penho da sua parte, essas obras alcançam sempre os seus objetivos. Nós, Espíritos missionários do Senhor Jesus, não perdemos nenhuma oportunidade de intensificar os trabalhos santos que devemos reali­zar na Terra, e para isso nos mantemos atentos aos desejos e pen­samentos manifestados pelos irmãos encarnados, quando em seus corações se manifesta o sentido do compromisso assumido com o Senhor Jesus de se tornarem na Terra verdadeiras colunas a sus­tentar o divino serviço. Não é tarefa fácil para nós a descoberta de um Espírito encarnado em condições de servir plenamente ao Senhor, isto é, possuidor destas três condições absolutamente ne­cessárias: aptidão, boa vontade e tempo disponível para a realiza­ção deste serviço.

Irmãos, existem na Terra, possuidores de algumas das qualidades apontadas; entretanto, só as três reunidas podem ser por nós utili­zadas com eficiência. De que nos pode valer, por exemplo, a boa vontade e o tempo de um irmão encarnado, se lhe faltar à aptidão necessária que depende de certo preparo intelectual para receber os nossos ditados? Do mesmo modo, um irmão possuidor dessa aptidão desacompanhada das demais, a boa vontade e o tempo disponível, torna-se para nós um instrumento incompleto que não nos permite a realização do nosso trabalho. Digo-vos isto, meus estimados irmãos, para pôr em relevo todo o valor que para os trabalhos do Senhor no meio terreno encontramos neste irmão que nos serve de intermediário, permitindo-nos transmitir a todos os homens e mulheres a palavra do Senhor em forma escrita, para que perdure e se espalhe por toda a superfície terrena.

Já foi explicado nos livros do Irmão Thomé o processo ao al­cance de todos os leitores que desejam tornar-se outros tantos inter­mediários das Entidades Superiores a serviço do Senhor na Terra. Mas eu o repetirei sucintamente aqui. Para desenvolver a psicogra­fia é bastante se forrar o candidato destas duas disposições iniciais: exercitá-la regularmente em dias e horas certos inicialmente, após a elevação de uma prece ao Senhor Jesus, a fim de que algum dos seus trabalhadores invisíveis se aproxime do candidato a ajudá-lo em  seu exercício.

O candidato se prepara então para grafar no papel as palavras que lhe forem inspiradas pouco a pouco, porque  em  breve alcançará certa virtuosidade no exercício. Deve, por conse­guinte, o candidato conhecer seu idioma e escrevê-lo com alguma fluência; mas se isto não acontecer, a boa vontade suprirá as defi­ciências, entregando depois o ditado a alguém que possa colocá-lo na linguagem correta. Isto conseguido, portanto, já terá o candi­dato a médium psicógrafo vencido a parte principal do caminho. A parte final, pois, e igualmente muito importante para poder servir aos Espíritos de Deus, é fácil de vencer também, porque apenas depende do estabelecimento de um horário de trabalho espiritual combinado com a Entidade incumbida de sua direção. Difícil isto? Absolutamente. E é de tal modo grandiosa a recompensa que o Senhor destina a quantos se dedicarem ao seu serviço na Terra, que essa tarefa justificará por si só toda uma reencarnação. Eis aí meus estimados irmãos mais alguns esclarecimentos acerca de como poderá cada um de vós tornar-se um verdadeiro apóstolo do Senhor na Terra e dessa maneira iluminar ao máximo o seu Espírito. Vamos experimentar, pois?

A seguir ocupar-me-ei de outro assunto de que me incumbiu o Senhor Jesus, com o objetivo de que todos possais capacitar-vos do valor dos ensinamentos que vos estão sendo trazidos pelas Enti­dades convidadas pelo Senhor para elaborarem o presente volume, e que tantas serão quantos forem os seus capítulos. Minha tarefa é, pois, a de vos falar acerca de certos detalhes da vivência espi­ritual para quantos possam regressar aos planos do Além ostentando em seu Espírito já algumas onças de luz adquiridas na Terra. Não vos admireis de que eu vos fale em onças de luz, quando outras são as designações usadas entre vós para medir as claridades ener­géticas que conheceis. No Alto tudo é pesado e medido por pro­cessos diferentes dos vossos; e referindo-se aqui à unidade onça da luz estou designando realmente uma das maneiras pelas quais podem ali ser avaliadas as claridades espirituais portadas por quantos vivem nesse plano. Desejo pois vos dizer, estimados irmãos, que enquanto permanecerdes na Terra, a par dos vossos labores diários podereis tratar eficientemente da aquisição, não de uma, duas ou algumas onças de luz espiritual, mas de um notável volume delas, e tão grande, que de certo vos surpreendereis ao constatá-lo em vosso regresso ao plano espiritual.

O processo é muito simples, simplíssimo. Tudo dependerá da maneira pela qual possais aceitar e entender as razões de vossa vinda a Terra, numa existência que estais desfrutando a mais em vossa presente encarnação.

Para pôr em prática esse processo não tereis mais do que vos capacitar de que não viestes a Terra para ficar mas unicamente para evoluir. Deveis capacitar-vos então, de que a Terra é simplesmente um caminho e jamais uma morada. Percorrendo esse caminho que haveis percorrido já inúmeras vezes em diversas regiões que não essa na qual vos encontrais, tivestes oportunidade de travar conhecimento com muitos povos dos quais fizestes parte, recolhendo ensinamentos e observações que muito contribuíram para a vossa existência atual, que deverá ser uma espécie de exame final para o vosso Espírito. Que vos compete fa­zer então, para adquirirdes um notável volume de onças de luz espiritual? Nada que exija sacrifício, por mínimo que seja. Nada que vos impeça de viver os vossos dias com alegria e tranqüilidade espiritual. Dispor-vos-eis apenas a ajudar a enorme tarefa das For­ças Superiores em missão do Senhor na Terra, empenhadas em preparar os Espíritos encarnados para o seu regresso ao plano espi­ritual quando a hora soar para cada um deles. Se vos dispuserdes a cooperar nessa ingente tarefa, meus estimados irmãos, estareis acumulando onças de luz em vosso belo Espírito, cujo volume, re­pito, certo vos surpreenderá ao recebê-lo a seu tempo. Como agir então? Muito simplesmente. Habituai-vos a procurar desco­brir se as pessoas de vossas relações já tomaram conhecimento do conteúdo dos livros do Irmão Thomé, e também do presente volume. Isto o podeis conseguir indagando cordialmente se este ou aquele assunto enfeixado nestes três volumes já é do conhecimento dessas pessoas. Se o não for, falai-lhes por alto a respeito, pondo sempre o vosso pensamento em Nosso Divino Mestre Jesus. No caso em que as vossas relações não conheçam os livros, proponde-lhes emprestá-los a fim de que deles se inteirem. Afirmai-lhes porém, que a natureza dos conselhos neles enfeixados exige uma leitura constante por se tratar da maior riqueza que pode ser oferecida a quantos ainda perlustram os caminhos terrenos. Fazei, pois, o que estiver na vossa disposição a este respeito, na certeza de que esta­reis com isso engrandecendo o vosso Espírito em face das claridades imensuráveis que Nosso Senhor Jesus vos concederá, a cada irmão terreno que conseguirdes inteirar-se do quanto foi enfeixado nos volumes citados, este inclusive, com este único e grandioso obje­tivo: ajudar a salvar os Espíritos encarnados de provações possi­velmente dolorosas quando certos acontecimentos se positivarem na Terra.

Como vedes meus amiguinhos, a tarefa que podeis desempenhar é das que não exigem nem esforço nem dispêndio de vossa parte. Aqui mesmo tereis ocasião de testemunhar a alegria que tereis levado às pessoas às quais sugerirdes a leitura atenta destes livros, escritos por determinação do Senhor Jesus. Vosso Espírito, inscrito desde logo entre a luminosa corte de mensageiros do Senhor, sentirá refletir-se em sua presente existência, como efeito imediato da cooperação prestada aos irmãos encarnados no sentido do seu es­clarecimento, uma felicidade nova, porque não sentida até então, como reflexo da luminosidade que seu trabalho santo estará acumu­lando no Alto.

Estimados irmãos que eu me empenho em fazer também ami­gos meus: minha presença como redator de um dos capítulos deste livro, extraordinário luzeiro disseminado na Terra, eu a devo ao honroso convite com que me distinguiu o Senhor Jesus, o Nosso Divino Mestre, para vir juntar a minha obscura palavra à de tantas Entidades Superiores que redigiram outros capítulos. Este convite, declaro-o com a maior das minhas homenagens ao Senhor que tanto venero, permitiu-me voltar por momentos ao solo deste grande país em que também nasci, vivi e amei em minha última existência de trabalhos, lutas e sofrimentos. Não vai nestas palavras um mínimo que seja de queixa contra o ambiente em que vivi. Absolutamente. Tudo quanto padeci era-me necessário ao Espírito, embalado que era apenas pelos sons melodiosos da poesia que cultivava, desligado da verdadeira realidade da vida. Cantei assim quanto a minha ins­piração me sugeria, dando largas ao vôo da imaginação poética que constituía para mim toda a razão do meu viver. Regressando, po­rém, ao meu plano no Além, foi que constatei o que bem pouco de útil havia conseguido em minha última existência terrena. Nosso Senhor tem, entretanto, uma condescendência particular para com os Espíritos dos poetas, mesmo para aqueles que, como este que vos fala, nada mais tenham feito do que cantar em verso a beleza incomparável da natureza e seus encantos, considerando-os como se pássaros fossem, a amenizar a dureza do viver terreno.

Desta maneira, Nosso Senhor recebe e perdoa a todos os poetas da Terra o seu descaso pelo verdadeiro sentido da vida, e agracia-os com o galardão a que a sinceridade da sua poesia possa ter feito jus, con­tribuindo para amenizar a tristeza e o sofrimento dos seus com­panheiros de jornada terrena. Eu tive a felicidade de ser assim considerado pelo Nosso Divino Salvador, e aqui me encontro nova­mente por curtos momentos, meu Espírito em deleite, enquanto re­dijo estas palavras toscas que vos dirijo por determinação do Senhor Jesus. Atentai em quanto vos deixo nestas páginas, meus amigos encarnados, porque aí fica um meio de vos constituirdes desde agora em novos apóstolos do Senhor, conquistando paralelamente a gratidão ou o reconhecimento dos nossos  irmãos  a  quem   fizerdes  conhecer quanto vem de ser escrito na Terra por determinação de Nosso Senhor Jesus.

Aqui termina sua tarefa e se despede de vós, aquele que aqui viveu, lutou, cantou e sofreu como todos vós - GONÇALVES DIAS

 

Not. biogr. — Antonio Gonçalves Dias — 1823-1864 — Um dos pri­meiros poetas brasileiros. Nasceu em Caxias, Maranhão. Freqüentou a Uni­versidade de Coimbra, onde se diplomou em ciências jurídicas e sociais. Regressou ao Brasil em 1845, quando publicou seus “Primeiros cantos”, tra­balho que foi acolhido com grande entusiasmo por Alexandre Herculano. Publicou depois vários volumes de versos, sendo colocado pela crítica entre os poetas mais ilustres da sua geração. Escreveu também vários dramas e fundou no Rio de Janeiro o jornal “Guanabara”. Publicou um “Dicionário da língua tupi”. Nomeado membro de uma Comissão exploradora, subiu o Amazonas em 1860, percorrendo muitos lugares na selva à procura de dados históricos, tendo coligido elementos curiosos e importantes. Acometido de doença grave no ano seguinte, seguiu para a Europa em busca de tratamento, mas sem êxito. Encontrando-se em Paris extremamente doente e sem recur­sos, resolveu regressar ao Brasil, embarcando a 3 de novembro de 1864 no veleiro “Ville de Boulongne”, o qual naufragou à vista do Maranhão, sua terra natal. Verificou-se então esta coisa curiosa: todos os demais passageiros se salvaram menos o egrégio poeta, de quem a literatura brasileira justamente se ufana. A notícia, por inesperada, causou no Brasil uma grande emoção, tendo o país inteiro deplorado amargamente o desaparecimento de Gonçalves Dias, considerado pela crítica um talento completo, o engenho mais acabado e mais vasto da literatura brasileira. O Brasil fez de Gonçalves Dias o seu poeta favorito.

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