Nossas Promessas no Alto - Vida Nova Cap. VI

PDF por Nova Ordem de Jesus. 20/01/2016 - 13 min leitura
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Sempre que Nosso Divino Mestre intenta difundir entre os seus guiados terrenos algum ensinamento novo para acelerar o progresso espiritual da humanidade encarnada, Ele dirige um convite a todos os Espíritos de Luz que desejem participar da tarefa. O convite dirigido pelo Senhor é feito em termos da maior fraternidade, dei­xando a cada um dos convidados a plena liberdade de aceitar o honroso convite ou preferir continuar em suas atividades normais, costumeiras, todas igualmente em prol do progresso geral de en­carnados e desencarnados.

Recebendo eu tão honroso convite do Nosso Divino Mestre e Senhor, aqui me encontro entre vós, meus amiguinhos da Terra, no cumprimento da tarefa com que me honrou o Senhor, vindo então vos trazer a minha palavra amiga nesta antecâmara do próximo sé­culo, cujo advento modificará completamente a maneira de viver de quantos tiverem a ventura de reencarnar a partir do ano 2000. Uma nova civilização se implantará neste planeta, com a vinda de Espí­ritos de elevada categoria, escolhidos muitos deles entre quantos neste fim de século puderem dar provas ao Senhor, de sua deter­minação em obter a necessária categoria espiritual à vivência de uma nova e mais apurada civilização.

Vindo então entre vós, meus amiguinhos, para trazer-vos minha modesta contribuição ao vosso aprimoramento moral, pouco poderei eu dizer que não tenha sido dito pelos luminosos irmãos que me precederam. Dir-vos-ei, então, algo do que no Alto vos aguarda para quando regressardes ao vosso plano espiritual. Quando a Provi­dência Divina determinar que encerreis vossa atual peregrinação pelo solo terreno, ireis encontrar, como de resto já encontrastes ao regressardes de vossas encarnações anteriores, um registro absoluta­mente fiel de todos os passos que destes, dos atos bons e maus que houverdes praticado, assim como de quanto constituiu vossa preo­cupação ao longo da presente existência.Paralelamente encontrareis também as anotações por vós pró­prios feitas ao receberdes a permissão solicitada para virdes mais uma vez a Terra, anotações relativas à intenção que nutríeis de rea­lizar grandes ou pequenas coisas em benefício do progresso dos vossos companheiros de jornada, porém muito especialmente em benefício do vosso próprio progresso espiritual. Para tentar des­pertar em vossa memória física algumas de vossas promessas por vós mesmos anotadas, transcreverei a seguir algumas delas, feitas pela generalidade de quantos se preparam para uma nova reencar­nação. Eis aqui o que muitos de vós prometeram ao partirem para a Terra:

— Prometo de todo o meu coração empenhar-me sinceramente em ajudar aos meus irmãos encarnados em tudo quanto estiver em minhas possibilidades.

— Prometo seguir na Terra, única e exclusivamente, o caminho do bem e da verdade, esforçando-me para que assim procedam quantos dependam de mim.

— Prometo conservar bem viva em meu coração a chama da fé em Nosso Senhor e Divino Salvador, alimentando-a cotidianamente através da oração sincera que me manterá em permanente contato com Nosso Senhor.

Estas são algumas das anotações grafadas de próprio punho, as quais ser-vos-ão apresentadas quando houverdes concluído o vosso período da presente existência terrena. De antemão podemos admitir que numerosos dos Espíritos atualmente encarnados têm sabido manter-se dentro do compromisso assumido no Alto com o Senhor Jesus, esforçando-se no seu aprimoramento espiritual e praticando o bem que podem em favor de irmãos necessitados. Este bem lhes tem sido reconhecido, e se encontra anotado em seu compromisso.

Um número de irmãos entretanto, bem maior do que o esperado, olvidou por completo os seus compromissos com o Senhor Jesus, encaminhando seus passos, pensamentos e atos no plano físico, no  exclusivo objetivo do acúmulo de bens terrenos e no gozo de uma situação de conforto e bem-estar exclusivamente material, inteira­mente divorciados da ideia mater que era a sua ligação permanente com o Divino Salvador.

Este grupo de irmãos ao regressarem à sua verdadeira morada no plano espiritual a que pertencem, hão de arrepender-se bastante do olvido em que deixaram cair os compromissos tão solenemente assumidos com o Senhor Jesus, em face da permissão recebida para voltarem uma vez mais a Terra. O que sucederá então a cada um em tais circunstâncias, tanto poderá ser a sua remoção temporária para um mundo nas condições atuais da Terra, a viver uma ou mais existências de sofrimento e provações, capazes de despertar e desen­volver em seus Espíritos o sentimento da verdadeira fé e conseqüen­te adiantamento espiritual, como poderão permanecer estacionados no Alto por séculos de abandono de si mesmos, até que aquele sentimento desabroche e possa conduzi-los pelo caminho de sua verdadeira felicidade. Uma destas alternativas é o que no Alto aguarda a quantos se empenharam em viver  na  Terra  uma  existência  saturada de materialismo, na convicção que  tenham  adotado  para  uso  próprio,  de  que  a vida terrena deve ser vivida no uso e gozo de quanto ela oferece nesse sentido, deixando-se os interesses do Espírito para quando se der o regresso à espiritualidade.

Há, entretanto, meus amiguinhos, um número bastante satisfa­tório porque assaz grandioso de viventes do presente, a quem no Alto se preparam galardões de grande valia, pelo esforço demons­trado em se manterem fiéis aos compromissos assumidos como os demais, e tudo têm empreendido para bem os cumprirem. Estes irmãos meus e vossos, têm sabido alimentar a chama sagrada da fé em seus corações, dirigindo-se ao Senhor sempre que podem em meio de seus afazeres, seja rogando auxílio para que bem possam realizá-los, seja pedindo ajuda ao Divino Mestre para companheiros necessitados que talvez não saibam pedi-la. Estes irmãos adotaram ainda o hábito de se dirigirem ao Senhor em horas certas do dia e da noite, transferindo-lhe seus problemas difíceis, e reforçando pela prece os laços que prendem seus corações ao coração do Nosso Di­vino Salvador. Pode dar-se que esta categoria de irmãos não se des­taque na Terra pela posse de grandes fortunas de bens materiais nem de contas bancárias, mas se lhes indagardes algo a respeito de sua felicidade e tranqüilidade espiritual, ouvireis em resposta que se consideram verdadeiros milionários neste particular, não permu­tando esta fortuna por todo o ouro da Terra. Estes irmãos têm desde agora assegurada no Alto uma recepção inteiramente à altura do seu merecimento, acrescida da posse de belo galardão com que o Senhor costuma recompensar aqueles que souberam empenhar-se na Terra não apenas na aquisição de maiores luzes para si próprios, como também em ajudar ao próximo na medida de suas possibili­dades.

Irmãos e amiguinhos meus: eu também palmilhei como vós o solo terreno durante milênios sem conta, sofrendo horrivelmente em quase todas as minhas encarnações. Em mais de uma delas fui mar­tirizado por ordem de potentados ocasionais pelo crime de me opor à maneira de conduzir os homens de então, com ausência de todos os princípios de justiça. Por tal crime fui arrastado às masmorras e posteriormente à morte, de maneira que não desejo sequer reme­morar. Um dia, porém, graças ao bom Deus de Misericórdia, en­contrei-me na Terra com a figura inesquecível de Jesus de Nazareth, cuja pregação inteiramente me comoveu, e resolvi não mais d’Ele me separar. Segui-o em seus últimos passos na Terra, procurei-o depois no Alto, e para servi-lo tenho voltado à Terra  um regular  número  de  vezes. Hoje  estou apenas  ditando uma simples mensa­gem dirigida aos meus queridos irmãos terrenos, rogando-vos que vos volteis todos sem demora para Nosso Senhor Jesus, o vosso único e  verdadeiro  refúgio  quando  os  dias  tenebrosos se positivarem, sinal de que a transformação planetária já entrou em execução.

Antes de mim outras Entidades isto vos recomendaram, porém nunca será demais a repetição, tão importante o assunto deve ser tido.

A Terra vai ser abalada em todos os quadrantes pelas opera­ções que nela se executarão em profundidade e também na super­fície.

Agarrar-se cada qual, pois, ao Divino Salvador, é medida intuitiva que não carece de maior insistência. Agarrai-vos então, mas desde agora, para que possais ser dos primeiros a salvarem-se, porque o sereis realmente.Dependendo apenas do Senhor Jesus, aqui espero estar reen­carnado ainda neste fim de século a fim de cumprir mais uma ta­refa do serviço divino, conforme o tenho feito em vidas anteriores, como servidor que me empenho de ser sempre do Senhor Jesus. Se ao regressardes ao Espaço vos informardes de que novamente me encontro na Terra, eu peço-vos caridosamente que oreis pelo êxito de minha missão, assim como eu oro nos dias atuais por quan­tos aqui se encontram. Despeço-me de vós pedindo para todos as bênçãos do Senhor, e que vos lembreis sempre daquele irmão amigo que ficou conhecido pelo nome de  - SÃO FRANCISCO XAVIER

Not. biogr.: São Francisco Xavier- — 1506-1552. Famoso apóstolo das Índias. Nasceu no Castelo de Xavier, em Novarra, Espanha. Estudou em Paris onde travou conhecimento com Ignácio de Loyola, a quem se dedicou de tal maneira que mais tarde lhe escrevia de joelhos. Foi designado para pregar o Cristianismo nas Índias pelo papa Paulo III, por insistência do embaixador de Portugal em Roma, D. Pedro Mascarenhas, impressionado com a obra dos jesuítas. Deixou o porto de Lisboa em 1542 em companhia de Martim Afonso de Souza, chegando a Goa nos primeiros dias de maio. Sua chegada conquistou imediatamente os habitantes portugueses, enamorados do seu Es­pírito, erudição e humildade. Francisco Xavier converteu à fé cristã milhares de indígenas, levando a toda à parte a sua palavra eloqüente e persuasiva. Seduzia também pelas suas virtudes, pelo exemplo, pela bondade e cativava pelos extremos de sua caridade para com os enfermos. As multidões adora­vam-no. Sua obra foi tão grande e tão fecunda que João Alzog o considerou um novo São Paulo. Visitou também o Japão, onde durante mais de dois anos de pregação cristã deixou fincado o marco do Cristianismo. Dirigia-se então à China quando a morte o surpreendeu em caminho. Seu corpo foi sepultado na Igreja do Bom Jesus, em Goa, cujo túmulo é uma importante e preciosa obra de arte, motivo de grande veneração para os fiéis. Francisco Xavier foi canonizado pelo papa Paulo V em 1605, e declarado Padroeiro do Oriente pelo papa Benedicto XIV, por bula de 24 de fevereiro de 1747.

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