Lei Kármica - Fator Educativo - Vida Nova Cap. XXVIII

PDF por Nova Ordem de Jesus. 07/02/2016 - 14 min leitura
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Se necessário fosse oferecer aos viventes de hoje na Terra uma demonstração prévia do que será este planeta dentro de meio sé­culo ou talvez menos, isto seria possível de demonstrar com a visão de um mundo assaz evoluído, onde a sua população, inteiramente constituída de Grandes Almas, vive uma vida da mais perfeita harmonia, felicidade e bem-estar. A Terra vem sentindo em sua es­trutura física os primeiros sinais de um breve processo transforma­tório, como primeiro passo de sua preparação para receber em seu solo esse tipo de almas que se preparam para aqui reencarnarem algumas das quais, diga-se de passagem, já se encontram vivendo seus primeiros anos de vida terrena.

O que os viventes de hoje necessitam de gravar em seu cora­ção, para que nesse sentido passem a dirigir seus passos ao longo dos dias, meses ou anos que ainda tiverem de viver na Terra em sua fase presente, é que daqui apenas conduzirão consigo como produto de sua presente existência terrena, os bons atos, os bons pensa­mentos porventura irradiados em favor de outrem, e, principal­mente, a luz que desses atos e pensamentos tenha resultado para a iluminação de seus Espíritos. Embora isto tenha sido dito em pa­lavras diferentes através das páginas deste e dos livros do apóstolo Thomé, de mais não será que eu insista no assunto, considerado no Alto como absolutamente necessário ao conhecimento dos Espí­ritos que se encontram encarnados neste mundo de Deus. Nosso Senhor Jesus vem de se instalar Ele próprio no solo terreno, para melhor orientar os trabalhos cuja grandiosidade, pelo número de tra­balhadores que reúne, requer a presença do Senhor o mais próximo possível dos locais de trabalho. Ele aqui se encontra a partir do ano em que este livro está sendo redigido, (*) acompa­nhado de elevado número de Entidades altamente evoluídas, quer como conselheiros e assistentes, quer como emissários enviados as outras regiões do planeta. Se, por conseguinte, todos vós que aqui vos encontrais encarnados na hora que passa, vos dispuserdes a considerar o fato do próprio Senhor ter tido necessidade de se ins­talar no solo terreno para orientar os trabalhos que aqui se exe­cutam, se isto considerardes calmamente, podereis melhor avaliar o que de importante esses trabalhos devem representar para todos.

Repetirei a propósito, aquela imagem do bom Irmão Thomé, a imagem do velho casarão, apresentada em seu livro As Forças do Bem que corre mundo, levando a primeira advertência a todos os habitantes da Terra. O velho casarão outro não é senão o próprio planeta que necessita de ser reconstruído, a fim de poder agasa­lhar uma população algumas vezes maior do que a atual. E como não seja possível reconstruir sem demolir o todo ou parte da cons­trução existente, aí se apresenta a necessidade de mexer na estru­tura a fim de preparar o novo edifício. É precisamente o que já se está procedendo: trabalhadores do Senhor iniciaram a colocação das primeiras cargas de dinamite na profundidade necessária, para que o efeito se processe na superfície, nos locais predeterminados.

Con­clui-se, por conseguinte, que os trabalhos foram iniciados em vários setores, e não tardarão a se manifestar na superfície. Bem avisados sereis, então, todos vós que, gravando este fato em vosso coração, trateis de vos preparar para a viagem de regresso ao vosso plano espiritual, o que poderá demorar ainda para alguns, mas poderá positivar-se inesperadamente para outros, para muitos talvez.

Se o homem — e também a mulher — se dispuserem a meditar seriamente no que lhes vem sendo comunicado por determinação do Senhor, chegarão facilmente à conclusão de que, o que realmente lhes deve interessar não é a posse de maior ou menor fortuna em bens patrimoniais reunidos ao longo de sua presente existência, sabem Deus e Jesus com quantos sacrifícios o terão feito. Isto tudo, bens, títulos, moeda e o que mais for, em nada os podem ajudar na vida espiritual porque nada disso chega a produzir luz para o Espírito. Sendo matéria e apenas matéria, terá de perma­necer na superfície terrena desde o momento em que seu construtor ou beneficiário alçar vôo em direção ao plano espiritual através do fenômeno da morte. Devo mencionar entretanto, uma circunstância em que a posse de certo volume de bens terrenos pode contribuir eficientemente para a iluminação do Espírito. Citarei o exemplo do industrial ou negociante que ofereceram trabalho remunerado a certo número de trabalhadores que dele retiraram o sustento e a educação dos seus dependentes.

Esta circunstância, quando verifi­cada na Terra, em que se oferece uma remuneração justa pelo tra­balho prestado, é capaz de elevar a quantos a realizam, à sua maior ascensão espiritual.

O espírito de justiça com que souberam retri­buir os serviços recebidos, vale para as Forças Superiores que presidem os trabalhos na Terra, como excelente contribuição para o progresso espiritual dos irmãos trabalhadores, refletindo-se de modo notável na iluminação dos industriais que assim houverem procedido.

Há também, meus amigos terrenos, o reverso da medalha, co­mo sucede aliás em todos os setores da vida. Há os casos em que, infelizmente, industriais e outros empregadores se esmeram em receber de seus colaboradores o máximo que estes lhes podem dar ­em trabalho e até em saúde, retribuindo-os de maneira iníqua, na ilusão de assim enriquecerem mais rapidamente. Aos que desta maneira se conduzem — e tantos casos poderiam ser aqui mencio­nados — o reverso da medalha também se lhes apresenta, neste mundo ou no outro, em circunstâncias as mais lamentáveis. Espí­ritos que na Terra armazenaram grandes fortunas à custa do es­forço alheio mal remunerado, são vistos em grande número no Alto, tentando penitenciar-se dessa falta, sinceramente arrependidos. Para eles, no entanto, a oração no plano em que se encontram, cons­titui apenas um lenitivo, porque somente um novo mergulho na carne, durante o qual possam reparar o mal, será fator decisivo para a sua redenção. Espíritos Superiores visitam periodicamente os núcleos espirituais em que vivem esses desencarnados, esmagados ao peso de suas reminiscências terrenas, e recitam-lhes ternamente aquele sábio princípio da Lei Kármica que nos ensina que:

Aquele que mata, será morto

Aquele que fere, será ferido

Aquele que engana, será enganado

Aquele que furta, será furtado

Aquele que trai, será traído

Aquele que explora, será explorado

 

e por aí afora, prescrevendo pena sempre idêntica à ação cometida. No dia, pois, em que em vossas praças públicas e nos lugares mais freqüentados, puderem ser vistos estes princípios, para que todos os leiam e tenham sempre presentes na memória, a partir desse dia diminuirão os delitos de toda a ordem que tanto prejudicam a feli­cidade e o bem-estar dos nossos irmãos terrenos.

Eu vos sugeriria mesmo, estimados irmãos leitores, a idéia de afixardes cartazes com estes princípios por toda à parte onde possam ser vistos e lidos atentamente, como excelente contribuição para a implantação da harmonia e felicidade na Terra. Será istodifícil?

Parece-me que não. Tantos cartazes vistosos e artísticos se encon­tram afixados hoje em dia em tantos logradouros públicos, ofere­cendo vossos produtos, que um cartaz visando à educação espiri­tual dos nossos irmãos encarnados, somente poderia ser recebido com o maior agrado. Deixo aqui a idéia para os administradores terrenos, a qual poderá ser aproveitada igualmente com os melho­res resultados pelos industriais e outro empregadores em suas de­pendências, para edificação dos seus trabalhadores.

Sendo ainda bastante reduzido na Terra o grau de cultura es­piritual, mormente nas classes trabalhadoras menos favorecidas, um esclarecimento que se lhes proporcione acerca dos princípios regidos pela lei kármica, que é a Lei de Causa e Efeito será, não apenas bem recebido por todos, como contribuirá seguramente para redu­zir ao mínimo as infrações que tanto prejudicam autores e vítimas.

Meus caros irmãos que possuís indústrias, lojas, instalações co­merciais ou de outro gênero; administradores da coisa pública que tendes ao vosso mando maior ou menor número de irmãos servido­res; determinai a afixação de belos cartazes ostentando os princípios acima e outros igualmente justos, nos locais apropriados, e de certo colhereis como primeiro resultado um maior rendimento do traba­lho, com real vantagem para a administração, seguido imediata­mente da redução de certas infrações que tanto prejudicam a evo­lução espiritual dos seres humanos. Fazei isto irmãos administrado­res, e Nosso Senhor vos agradecerá comovido, essa esplêndida con­tribuição para a educação espiritual da geração presente na Terra.Vindo redigir também o meu capítulo de VIDA NOVA a convite do meu amado Jesus, escolhi um assunto que no meu entender poderá ajudar um pouco a eliminação da maioria das infrações morais da atualidade, cometidas em conseqüência exclu­siva da ignorância de certas leis por parte do público de nível social inferior. Reparai que a quase totalidade das infrações de ordem criminal, tais como o roubo, o assassínio e outras mais, pode ser atribuída com razão ao baixo grau educacional dos indivíduos. Na sociedade propriamente dita, tais infrações ou não existem ou serão mínimas, exatamente em face do grau mais elevado de educa­ção e conhecimentos que nela se registram. Benditos serão, pois, quantos por esta ou forma semelhante, se dispuseram a acender nos irmãos menos preparados que são a grande maioria da popu­lação atual da Terra, a lâmpada do conhecimento das Leis Divinas, entre estas como da maior urgência para todos, a de Causa e Efeito.

Considerando bem cumprida a tarefa que vim desempenhar entre vós, prometo ajudar do Alto, do meu setor de trabalho, quan­tos se decidirem pela minha sugestão, para levar seus nomes ao Divino Mestre, que anseia por encontrar entre os seus guiados ter­renos, servidores dedicados ao esclarecimento de seus irmãos encar­nados. Aqui se despede e vos abraça a todos, estimados leitores, aquele que tanto se empenhou em servir ao Senhor com o nome de - RICHELIEU (Cardeal)

 

(*)  1965/1966.

 

Not. biogr. — Armando João du Plessis, Duque de Richelieu — 1585-1642 — Cardeal e político francês dos mais notáveis por sua grande inteli­gência, energia e habilidade. Foi ministro de Luís XIII até à morte, mostran­do-se bastante severo no encaminhamento e defesa dos interesses do Estado. Enfrentou e venceu quantas revoltas armadas se levantaram contra o governo, chefiadas por elementos poderosos da nobreza, tendo aplicado aos chefes ven­cidos castigos desencorajadores. Foi deputado do clero aos Estados Gerais em 1614, sendo escolhido orador da sua Ordem. Nomeado capelão da jovem rainha Anna de Áustria, esposa de Luís XIII, conselheiro de Estado e secre­tário principal da rainha mãe, Richelieu depressa se familiarizou com os ne­gócios políticos, sendo nomeado secretário de Estado em 1616. Da sua atua­ção nesse alto posto conseguiu, entre muitas outras vitórias políticas, a recon­ciliação com o Vaticano, sendo por isso distinguido com o barrete cardinalício em 1622.

Richelieu lutou muito, no interior e no exterior, porém, segundo decla­rou pouco antes de desencarnar, “sempre contra inimigos do Estado, porque ele próprio nunca os tivera”. Uma de suas grandes preocupações no governo foi acabar com a mania dos duelos, que em menos de vinte anos dizimou mais de quatro mil fidalgos. Neste sentido mandou executar o conde Mon­temorency-Bouteville, que, desrespeitando as suas determinações, batera-se em pleno meio-dia na Praça Real. Como administrador e político foi dos mais notáveis que a França conheceu. A política externa, contudo, foi a grande glória do cardeal Richelieu.

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