IMPONENTES FESTIVIDADES NA PASSAGEM DO SÉ­CULO - 82ª Mensagem de Ensinamentos Espirituais

PDF por Nova Ordem de Jesus. 02/05/2016 - 11 min leitura
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Ditada pelo Apóstolo Thomé
Em 21-3-1971
Rio de Janeiro - Brasil

 

IMPONENTES FESTIVIDADES NA PASSAGEM DO SÉ­CULO - O SENHOR ESTARÁ PRESENTE - BOA PARCELA DAS ALMAS ATUALMENTE ENCARNADAS  PARTIRÁ AN­TES - ALMAS QUE SERÃO ABRAÇADAS PELO SENHOR - BELOS EXEMPLOS DO SERVIÇO DIVINO.

 

OS DIAS FINAIS do século em curso hão de ficar gravados na História da Terra, como jamais se verificou em toda a existência deste pequeno planeta. A passagem do sé­culo despertará por toda parte uma alegria jamais sentida pela humanidade terrena, o que se dará em face das esperanças de todos no século XXI. Surgirão festas com alguns dias de antecedência em todas as nações, cidades, vilas e também nos campos, cujas populações depositam alentadoras esperanças no novo século. Já  terão ocorrido importantes fenômenos a revolver numerosas elevações terrenas, oferecendo ao homem extensas áreas de cultura agrícola em toda parte.                          

O Senhor Jesus acompanhado das Forças Superiores estará presente no solo terreno para se certificar de que a entrada do próximo século veio proporcionar realmente à população terrena aquelas alegrias tão esperadas após um século de sofrimento e grandes dificuldades para toda po­pulação. Para chegar, porém, a esses longos dias de fes­tividades algo cumpre fazer e é necessário que seja feito por todos os homens e mulheres do presente. Todos já es­tão informados da necessidade de estabelecerem contato com a Divindade por meio de oração e meditação na hora de se deitarem. Esse contato ser-lhes-á de grande importância, não só no momento passagem do século, como a partir de agora, quando a Terra se encontra em operações transformatórias, e isto tem relação muito estreita com a vida de todas as criaturas de Deus que se encontram na Terra. É que das almas presentemente encarnadas, uma boa  par­cela não esperará a entrada do novo século em seu corpo atual, e por isso tudo aconselha ao contato diário com a Divindade desde agora, porque, se deixarem o corpo antes do fim do século em curso, terão oportunidade de presen­ciar as festividades do plano espiritual. O contato com a  Divindade equivale para todas as almas encarnadas ao seu alimento diário para o corpo, tal o efeito produzido nas al­mas que oram a  Divindade. Já foi esclarecido em  palavras anteriores que a oração noturna a Divindade tem o mérito de beneficiar as almas que oram e jamais a Divindade, que não necessita dessas orações. Ela as recebe e transforma imediatamente em luzes para as almas que as produziram, e essas luzes vão acumular-se  no diadema espiritual de cada uma. Claro fica, por conseguinte, que o hábito das almas entrarem em contato diário com a Divindade é um  hábito de interesse próprio, do qual resultará a maior ilu­minação das almas ao chegarem de regresso ao mundo espiritual. Nunca será demasiado repisar neste assunto pa­ra o maior esclarecimento das almas encarnadas, em  face de certa crença de que as orações beneficiam a própria  Divindade. A verdade é que a  Divindade não necessita de orações para si mesma, portanto sendo já Divindade, é sinal de que já atingiu o grau mais elevado do mundo espiritual. Portanto, as orações que da Terra lhe são enviadas, a Divindade as transforma imediatamente em luzes e bênçãos para as almas que oram, as quais se instalam no dia­dema espiritual de cada uma.

O Senhor Jesus deseja divulgar através desta  Mensa­gem um assunto inteiramente novo na Terra, o qual muito deverá interessar aos leitores de Suas Mensagens. É o que diz  respeito à entrada no mundo espiritual das almas que na Terra se dedicaram com amor ao cumprimento de algu­ma missão de serviço divino, e regressaram ao mundo es­piritual portadoras de grande luminosidade. Muitas almas vivem presentemente na Terra devotadas ao serviço divino por uma decisão espontânea que elas cumprem com devotamento. Ao chegarem de regresso ao mundo espiritual es­tas almas logo se destacam entre a multidão de outras al­mas também recém-chegadas. As Entidades incumbidas da tarefa de recepção logo selecionam as almas portadoras de grande luminosidade, e as reúnem à parte para serem apresentadas ao Senhor Jesus que deseja abraçá-las e feli­citá-las pessoalmente pela encarnação em que souberam distinguir-se na prática do amor ao semelhante. O Senhor abraça carinhosamente cada uma das almas levadas à  Sua presença, e o Senhor, Ele próprio, coloca em cada uma o belo galardão de luzes espirituais a que fizeram jus, o que o Senhor  Jesus faz com grande alegria.

Numa das últimas ocorrências desta  natureza o Senhor resolveu interrogar algumas das almas ali presentes e as­sim falou:

— Dize-me, minha filha, em que consistiu o teu devotamento ao serviço divino na Terra, que tão belas luzes produziu?

A alma bastante confusa para responder à pergunta do Senhor, assim começou:

— Senhor Jesus, eu devo declarar que o que eu fiz  foi  tão simples e natural, que me surpreendo com tão bela re­tribuição. Eu encontrava diariamente no meu caminho para o trabalho, várias crianças mal vestidas e sem escola, o que seriamente me entristecia. Um dia combinei com meu marido, fundarmos um pequeno grupo escolar bem próximo à residência daquelas crianças, onde eu passei a dar aulas das sete às nove horas da manhã, porque eu entrava na Re­partição às onze horas. A princípio eram apenas meia dú­zia de crianças a freqüentar o grupo. O número, porem, au­mentou a tal ponto que eu resolvi dar um segundo turno à noite para as crianças maiores. Os dois turnos chegaram a somar vinte e oito crianças, as quais nós supríamos de li­vros e daquilo que elas não podiam adquirir. Nosso traba­lho tornou-se conhecido das autoridades, as quais resol­veram oficializar a escola em benefício das crianças. Meu exemplo foi seguido por outras pessoas de boa vontade que fundaram grupos iguais. Foi apenas isso o que eu fiz, Se­nhor Jesus, e bem pouco foi para merecer tão bela recom­pensa.

— Minha filha - disse-lhe o Senhor - a grande valia do teu ato reside na espontaneidade de tua iniciativa e do gran­de bem que da mesma resultou para aquele grupo de crian­ças que ensinaste a ler e contar. Eu te declaro entre elas encontram-se alguns Espíritos evoluídos a quem iniciaste nas letras e que se destinam a grandes coisas na Terra. Sem a tua iniciativa eles permaneceriam analfabetos, e certamente perderiam a encarnação. O teu trabalho, pois, foi altamente meritório, minha filha muito estimada.    

— E tu, minha outra filha - disse o Senhor dirigindo-se a outra alma do grupo - o que fizeste de bom na Terra pa­ra te apresentares assim tão belamente luminosa?

— Eu, Senhor meu,  muito pouco fiz no meu entender. Estas luzes que recebi devem representar a generosidade dos meus superiores espirituais. Eu não me dediquei a en­sinar a ler as crianças, por falta de aptidões para isso. Minha grande alegria era visitar diversos lares pobres aos domingos de manhã e ensinar as crianças a rezar. Eu en­tendia que as crianças que aprendem a rezar aprendem também a firmar a fé nos seus corações, o que as fará afastar-se dos maus atos e maus caminhos. Eu ensinei mais de duas centenas de crianças a amar a Deus e a Nossa Se­nhora, através da religião, procurando encaminhá-las na fé cristã, o que espero ter conseguido. Tive a satisfação imensa de encontrar, pelos anos afora, crianças que eu ensinei a rezar, e desejarem beijar-me a mão em plena rua já então rapazes e moças feitos. Isto constituiu para mim a maior recompensa que eu podia receber na Terra. Esta vos­sa recompensa. Senhor Jesus, excede toda a minha expecta­tiva, dada a espontaneidade daquela minha atividade.

— Fala agora tu, filha querida - disse o Senhor diri­gindo-se para outra alma do grupo. Em que consistiu a tua atividade benéfica no solo terreno?

— Eu, Senhor Jesus, muito pouco fiz para merecer tão belo galardão. Minha atividade eu a dividia em duas partes: vestuário e alimentos. Era tão grande a pobreza bem perto de minha moradia, que eu resolvi fazer peque­nas costuras para as crianças de ambos os sexos, e as le­vava nos domingos pela manhã aos casebres, acompanha­das de alguns quilos de alimento essencial. Era tão grande a alegria das mães, que as lágrimas lhes molhavam o ros­to à minha chegada. Eu seguia um programa semanal, vi­sitando ora um ora outro casebre, sendo recebida pelas crianças com inesquecível demonstração de alegria. Ao todo eu visitava trinta casebres por mês. Minha alegria era tão grande nestas visitas, que isso me compensava de todo o meu trabalho e gastos. Depois adoeci e regressei a este plano, muito preocupada com a situação de toda aque­la boa gente.

— Tu  foste na Terra, minha filha, uma das  muitas mãos da Divina Providência, assim como todas estas nossas que­ridas irmãs.

 

O Senhor abraçou ternamente todas as almas presentes.

Os que se dedicam com amor ao bem dos necessitados regressam ao Espaço portadores de grande luminosidade.

É pela prática da caridade e da oração que percebemos em tudo a Força Amorosa do Criador. .

O contato com a Divindade equivale ao alimento diário para o corpo.

Esta mensagem é parte do livro Nova Ordem de Jesus, da Grande Cruzada do Esclarecimento. Conheça mais sobre o livro Nova Ordem de Jesus. Agradecemos pela leitura e ficaremos muito felizes se o seu desejo for o de compartilhar a mensagem com seus amigos e familiares.

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