Como foram os primeiros passos do Cristianismo - Vida de Jesus Ditada por Ele Mesmo - Parte II - Cap. XIV

PDF por Nova Ordem de Jesus. 06/05/2016 - 29 min leitura
#jesus #vidadejesus #mensagens #novaordemdejesus

Como foram os primeiros passos do cristianismo antes da morte de seu fundador e depois dela. Os mártires, o “espírito de verdade” e como Jesus se comunica novamente com os homens.

Já vos disse e vos tenho repetido muitas vezes, que minha missão não está terminada e nunca tampouco foi interrompida, pois sem cessar, enquanto vivi no meio de vós, dela me ocupei com o ardor de que somente Jesus era capaz e quando me vi no espaço livre das cadeias da carne e senhor de todas as minhas faculdades, com mais clareza ainda pude avaliar a grandeza de minha obra e a ela continuei consagrando todo o poder de minha alma ardente.

Muitos corações me acolheram desde o princípio, pois minha morte abriu os olhos de muitos, sendo isto o resultado do que me havia proposto ao aceitar a morte que bem podia ter evitado, como já disse por outro conduto1 para dar testemunho da verdade de meu apostolado.

Muitos deste modo falavam, entre a gente sincera e de bons sentimentos: “Um homem de quem não há recordação de jamais haver feito mal a ninguém e que somente de ensinar o bem e de praticá-lo se ocupava, perdoando até aos que lhe deram morte horrível e ainda pedindo a seu Deus por eles, não pode ser senão outro Deus, porque homem nenhum da Terra é capaz de tanta grandeza”.

Não poucos cérebros à altura desses pensamentos e não poucos corações, elevados de sentimentos nobres iguais a esses pensamentos, iluminaram com ele, desde os primeiros momentos de minha partida, o vasto campo do porvir que o aguardava à religião do amor; com a qual o Messias viera à Terra para a redenção humana. Com todo o direito deve ela chamar-se Religião Universal, e assim é chamada porque nada há tão universal como o amor, representando ele em síntese toda a obra do Universo inteiro, pois que a manifestação é do Infinito Amor.

Muito depressa, por efeito mesmo de minha morte, rodeada dos maiores prestígios viu-se minha memória de parte dos humildes e dos pobres, de todos os que principalmente viviam sob o despotismo e a insolência dos ricos e poderosos, que manejavam tudo sob o império de suas conveniências e caprichos. Se antes, pois, chegaram minhas doutrinas a formar a religião de todos os pobres, de todos os humildes e de todos os deserdados que a conheceram, o prestígio de meu martírio e de minha morte deu-lhes depois ascendência sem limites entre a humanidade toda enferma, que enferma é toda a vossa mísera humanidade. Chegou-se, portanto, a considerar o Messias como a vítima mais inocente e de maiores afetos, pelo cruel sacrifício feito por ele em aras do cego fanatismo e do mais brutal egoísmo dos sacerdotes que queriam continuar gozando de seu império sobre as ignorantes massas populares. Foi assim consagrado pelas multidões como a representação verdadeira do amor, o escudo dos fracos, o protetor dos perseguidos, o defensor da inocência, o amparo dos desfalecimentos, o consolo para os que sofrem e a esperança para os caídos no erro do pecado. Uma intensa corrente de simpatia foi estabelecendo-se paulatinamente para os que o haviam acompanhado em seus trabalhos, haviam escutado sua palavra, ensinando-a também sob a própria direção do Mestre.

Decorrido pouco tempo da morte de Jesus, a natural perturbação que se apoderou da pequena igreja, a dor e o terror de seus membros ante o horrível, embora previsto desenlace da obra levada a cabo com tanto sentimento e com tanto afeto para os homens, converteram-se em um fogo intenso de apostólica unção que chegou a vivificar todas as molas da pequena comunidade, convertendo a cada um de seus membros em um gigante da idéia, em um herói para o seu apostolado e em um mártir capaz dos maiores sofrimentos pela religião de Cristo, pela verdade de Cristo e pelo amor de Cristo.

Se não foi repentina a mudança ante os olhos profanos, quase, pode dizer-se, que o foi no meio da Comunidade. A obra exterior devia necessariamente depender de diversas circunstâncias que exigiam preparativos difíceis de afrontar para os que repentinamente haviam ficado sem chefe visível. Eu disse: chefe visível, o que implica na existência conhecida de um chefe invisível. Eis  justamente a causa da mudança radical, que pouco a pouco se deu a conhecer fora do círculo dos apóstolos, pondo-se em evidência depois em toda a Judéia e estendendo-se também pelo Ocidente. É que as manifestações do Messias, tão depressa o permitiram as condições de seu recente regresso à vida dos espíritos, foram de tal maneira tão continuadas e tão cheias de fé, entusiasmo e energia, que seus discípulos viram-se desde logo lançados para uma intensa atividade apostólica, cheios eles também de fé na palavra de quem lhes dera provas tão evidentes do conhecimento das cousas que havia colocado entre suas mãos, e de tudo o que com elas se relacionava, no presente, no passado e no porvir; porque realmente, havia-lhes anunciado tudo o que havia de acontecer e também as cousas que com antecedência haviam preparado o advento do que sucedeu enquanto Jesus viveu entre os homens e o que havia de acontecer depois de sua morte. Tudo isto nada tinha de milagroso, pois outra cousa não era mais que o fruto do conhecimento que Jesus tinha dos homens e de sua história, auxiliado também pela clarividência própria de todo o espírito de minhas condições.

O que principalmente foi digno de nota era o entusiasmo com que as novas doutrinas se propagavam entre os pagãos melhor que entre os hebreus. Entre estes, resistências maiores encontrou o espírito dos ensinamentos do Messias, que levava um cunho de liberalidade e indulgência pouco adaptável ao apego que da lei tinham os verdadeiros filhos do povo de Jeová. Da nova doutrina somente com grandes dificuldades aceitavam um ou outro preceito que não tinha harmonia com a Bíblia, encerrando-se neste que dito foi por Jesus: Eu não venho destruir a lei, senão confirmá-la. Palavras pela necessidade do momento mais certamente ditadas que pela intenção do Messias.

Assim pois, entre as populações dos pagãos, no meio das classes inferiores principalmente, a nova revelação teve grande acolhida, conquistou adeptos entusiastas e defensores valorosos que venciam todos os obstáculos para o maior conhecimento do que entre eles se chamava a boa nova.

Deste modo sem demora das classes inferiores, a palavra do Filho de Deus, morto sobre a cruz para a salvação do homem, encontrou eco abundante e decidido nas esferas mais elevadas desses povos pagãos, e seu espírito de amor, de humildade e de mansidão foi infiltrando-se no meio dessas sociedades cansadas já de sua própria corrupção, de suas discórdias permanentes, de seus egoísmos sem limites, de seus ódios implacáveis e do caos cada vez mais ameaçador e profundo para o qual se viam arrastados. Foi então quando o espírito velho, assustado pelo avanço das novas idéias, se levantou em defesa dos interesses que representava e que, filhos da usurpação e das violências, apoiados na opressão e sustentados pela injustiça, viam-se perigar diante do avanço da onda do espírito novo, que de baixo vinha subindo e engrossando, apesar da resistência permanente que lhe opunha o próprio instinto de conservação social. Começou assim uma luta constante e sem tréguas, ainda que sem violência, contra os nazarenos. Eram alvo de burlas contínuas, não se pagavam os serviços de suas ocupações, quase sempre humildes, e negava-se-lhes justiça perante as autoridades, porque todos julgavam lícito testemunhar contra eles; depois começaram a encarcerar-lhes os predicadores que nas praças e nos caminhos sempre atraíam a atenção do povo que às vezes os rodeava em grande massa, distraindo-o de suas tarefas normais, dizia-se, com doutrinas opostas à tradição e aos bons ensinamentos. Outras vezes provocavam discussões e fazia-se intervir a autoridade, que começou também a agredir alguns predicadores, por causa de desordens, dizia-se; até que finalmente acabou por produzir-se o choque entre o espírito velho e o espírito novo. Foi o choque da força com a resistência passiva. Venceu a resistência passiva; mas em verdade vos digo que a pessoa de Jesus se manteve alheia a esse sacrifício injustificado de tantas vidas, vítimas não de meus ensinamentos, senão de seu próprio fanatismo. A natural simpatia colocava-me ao lado dos fracos e dos perseguidos e era intensíssima a minha dor ao contemplar o martírio dos que morriam pelo nome de Jesus. Não, irmãos meus, essa não é a virtude, não são esses os ensinamentos do Messias. Sede fortes na verdade, sim, e mais fortes ainda nas boas obras; preferi a morte antes, que manchar vossas consciências com más ações; porém, perder o precioso dom da vida que vos foi dada para vosso próprio progresso, somente por um capricho de palavra; é um gravíssimo erro que faz das vítimas novas vítimas no espaço, pelo reconhecimento do erro cometido. Podeis imaginar quão triste espetáculo era para mim a prolongação, neste lado, das sangrentas cenas que enchiam de vítimas os anfiteatros. Esses pobres seres, no meio de uma permanente e dolorosa tensão de espírito, enchiam o ambiente de quadros tristíssimos, no qual não era possível a seus protetores levar-lhes um consolo e um auxílio eficaz, porquanto tomavam suas palavras por insinuações do espírito do mal, tal era o fanatismo que os dominava. Toda a idéia que se procurava levar-lhes, com o objetivo de lhes dar luz a respeito da sua situação, era rechaçada como tentação infernal. Inútil era todo o esforço, pois somente o tempo e a alguns unicamente a volta à vida em um corpo material, conseguiu apagar por completo tão perniciosa obsessão.

Prevejo a dúvida em alguns dos que isto leiam, pois muitos crêem, em sua simplicidade, que devia necessariamente aguardar a felicidade aos que alcançam a coroa do martírio.

Acreditais porventura que as leis divinas possam sofrer transgressão pela temeridade dos que, na certeza de alcançarem a felicidade eterna por meio do momentâneo sofrimento da morte material, entregam sua cabeça ao verdugo ou seu corpo ao tormento ou às feras? Acreditais acaso que a eterna justiça há de curvar-se diante da sedução dos que se dizem seus campeões pela defesa que proclamam fazer de Deus e de seu culto? — Oh! — Não! — Não confundais os atributos de Deus com as fraquezas de vosso caráter. Não pretendais levar ao Infinito o que só é filho do reduzido papel que desempenhais na limitadíssima vida terrestre. Não, não; Deus não se curva perante nenhuma classe de lisonja, não tem parcialidade nem faz exceções. Suas leis são eternas e imutáveis, e é tal a sua estrita justiça, que cada obra, cada esforço, toda a intenção tem como conseqüência o que há de ser seu próprio prêmio ou seu próprio castigo.

Grande e meritório teria sido o sacrifício dos mártires se esse sacrifício tivesse sido previamente meditado e examinado com um objetivo benéfico, se ele tivera sido — por que não dizê-lo? — como o sacrifício de Jesus que aceitou a morte, não com a perspectiva de um bem maior para si mesmo no qual nem sequer sonhava, porém com a completa certeza e plena consciência de que unicamente nela repousava o triunfo de sua doutrina, a qual era por sua vez necessária para a salvação do homem. Eis pois, como as cousas devem ser olhadas e consideradas. Tudo há de levar sempre o propósito da verdade e do bem, jamais as intenções egoístas da própria pessoa.

Agora, em sua nova manifestação do Messias entre os homens, têm-se tornado indispensáveis e urgentes as aclarações que a respeito de seus ensinamentos, tão desfigurados e tão mal compreendidos, vem trazer aos sinceramente desejosos da verdade e aos que certamente humildes são de coração, o qual converteram no santuário da fé. A fé que de Deus vem e a fé que para Deus vai. A fé que dos homens vem, entre os homens fica. Não é a religião que se professa a que forma o sentimento do homem, senão que o próprio adiantamento deste determina a qualidade de sua fé e a elevação de seus sentimentos. Por isso há homens bons em todas as religiões e em todas há consciências limpas e corações sinceros. Estes são os que de fato ficam consagrados como representantes dos meus ensinamentos sobre a terra, segundo o que se disse: pelo fruto conhecereis a árvore.

Todo o ser alcança da verdade o que seu próprio adiantamento comporta e sempre há ao seu alcance muitas mais verdades que as que ele pode possuir. Portanto, unicamente o criminoso desejo de predomínio brutal e egoísta tem podido sobrepor umas categorias de homens sobre as outras, impondo-lhes o que hão de crer e o que hão de executar, quando somente de Deus é o encargo de, desde toda a eternidade, conduzir por caminhos de luminosidades crescentes para a Eterna Luz, as humanidades por ele criadas e por todo o infinito espalhadas. Em seu nome, pois, é que para vós volve o Filho de Deus para dizer-vos: Elevai-vos em vossas alianças para com Jesus até Deus mesmo, pelo caminho que vos tem indicado e do qual em vossas próprias consciências guardais a bússola que diretamente vos terá de conduzir somente consultando-a. Elevai-vos, mediante a fé e o amor, acima das cousas humanas as quais deveis considerar unicamente como meios de vosso adiantamento. Jamais ensinou Jesus o desprezo pelo corpo, mas sim o desprezo pelas imposições que da natureza carnal resultam para o espírito. O corpo, meio é para a reabilitação e para o adiantamento do espírito; deve-se portanto cuidá-lo para tirar dele as maiores vantagens possíveis para a personalidade da alma, que é o essencial, o único que é realmente, pois que tudo o mais são formas passageiras, amparadas, quando de corpos vivos se trata, pela mesma função da vida, porém destinadas a desagregarem-se tão depressa esta desapareça.

Certamente foi dito: “Se o teu olho direito te escandalizar, arranca-o e atira-o para longe de ti; porque melhor te é perder um de teus membros do que todo teu corpo seja arremessado ao fogo do inferno.” “E se tua mão direita te escandaliza, corta-a e atira-a para longa de ti...”

Mas estas cousas e outras foram ditas e compreendidas como uma força de expressão, não realmente como conselho que se devia cumprir e para o qual não teria havido motivo, porquanto nem o olho, nem a mão, senão a pessoa era a culpada do fato. O modo de falar desses tempos comportava com muita naturalidade essas expressões e é grave erro o dos que põem seu pensamento na letra antes que no espírito de meus ensinamentos, apesar de que muito pobre teria sido minha predicação e meus ensinamentos se todos eles se encerrassem no que chamais Evangelhos. Não pouco do aí dito não o foi pelo Messias e muitíssimo mais por ele ensinado falta completamente em tais escritos, os quais, por outra parte, somente se referem a um curto tempo de minhas tarefas na vinha do Senhor, entretanto elas muito mais larga duração tiveram, mais larga extensão alcançaram e mais fortemente repercutiram nas longínquas povoações dos gentios.

As comunicações que se faziam então entre as povoações não eram tão escassas como supondes, mantendo-se assíduas relações de comércio e políticas entre Roma e Jerusalém. Erro há, portanto, ao supor-se que meus ensinamentos recém chegaram ao conhecimento dos romanos depois de minha morte. Entre a gente mais pobre e humilde, já alguns haviam levado a palavra do que se dizia enviado de Deus e em cujo nome prometiam aos deserdados da Terra a grandiosa herança do reino dos céus, asseguravam justiça aos oprimidos, proteção celeste às vítimas das injustiças humanas e eterno galardão de felicidade sem fim aos que sofressem perseguição pela defesa da verdade e da justiça, convertendo-se em apóstolos da boa nova. Mas isto, muito pouca repercussão teve certamente ainda entre a gente do baixo povo romano, demasiado áspero de caráter e duro de costumes para poder formar ambiente favorável às doutrinas do amor e do perdão sem limites. Mas não obstante, entre os servos e os escravos principalmente, algum caminho fizeram já antes de minha crucificação, esses ensinamentos.

Agora, o que difícil vos será compreender é o modo desta nova vinda do Messias entre vós. Ela não é mais que o cumprimento de minha promessa que foi feita certamente aos homens, mas não nos termos, inteiramente exagerados e muito longe daquilo que aparece nos Evangelhos. Isso, muito depois escrito foi de minha morte, por um diácono dos muitos que havia já, que teve diante de si anotações truncadas e confusas das quais só ficava em substância a promessa de minha vinda no meio do esplendor e do entusiástico alvoroço do triunfo, sobre formosas nuvens de diáfanas luminosidades que limitariam para sempre o reinado das trevas, preparando seu completo desaparecimento da Terra, assim como o domínio definitivo da palavra de Deus e de sua lei no meio da humanidade terrestre, que seria chamada, por sinais evidentes dos novos tempos, a participar amplamente da vida celeste.

Mais ou menos essas tinham sido as palavras ao redor das quais, em mais de uma ocasião, haviam girado minhas dissertações, algo confusas geralmente, referentes à promessa que fizera de minha nova vinda entre os homens, a que haveria de ser em condições muito diferentes das desses momentos.

Em verdade, oferecia-se-me o porvir com tal clareza diante de meus olhos que não o percebe mais claramente um espírito puro, livre no espaço, porém oferecia-se-me com o mesmo erro na apreciação do tempo (erro com relação a nossos cálculos) que é próprio dos espíritos em suas relações para com as cousas temporais. Para nós, o tempo não tem medida e só vemos a ordenada sucessão dos fatos. Tudo se vê ligado em perfeito encadeamento, porém sem idéia de tempo. Portanto, os acontecimentos futuros estavam muito próximos para minha vista. Por isso dizia freqüentemente a meus discípulos: “Em verdade, em verdade vos digo, que todas estas cousas sucederão dentro desta geração e muitos de vós as vereis”. Mas meus presságios não são tais como aparecem e se bem que minha linguagem era em extremo idealista e poética, cheia de figuras atrevidas, de comparações hiperbólicas e de brilhantes afirmações, caldeadas por um intenso entusiasmo, uma só vez saiu de meus lábios a afirmação de que eu desceria sobre uma nuvem à direita do Pai. De mais a mais, ao que eu claramente queria referir-me é ao atual estado de cousas, em que uma brilhante nuvem de luminosas promessas no sentido de um porvir próximo, em que o triunfo do direito, o predomínio da verdade e o desaparecimento dos ódios e dos rancores sejam uma realidade preparando o domínio definitivo da lei do amor, quer dizer, de Deus sobre a terra. Os tempos atuais representam a luz, ante as trevas que então me rodeavam; a mansidão, ante as asperezas muito maiores daqueles homens; a verdade, ante o atraso, inconcebível agora, dos que me escutavam; a liberdade, frente à escravidão desses povos sob os cruéis caprichos dos que mandavam, e a igualdade, frente às irritantes injustiças com que as leis protegiam uns em prejuízo de outros. Tempos são estes, comparados com aqueles em cujo meio então se desenvolvia o Messias, que autorizam amplamente as previsões e a indicada promessa de Jesus, a qual vem cumprindo-se desde algum tempo mediante numerosas manifestações efetuadas em algumas localidades do planeta por meios análogos ao que me serve atualmente e do qual estou plenamente satisfeito.

É tal a facilidade e a exatidão de minha manifestação por este meio, que o aproveito para declarar categoricamente que a obra intitulada Vida de Jesus, ditada por Ele mesmo à médium X é realmente obra de Jesus, exata quanto pode ser uma obra medianímica, o que quer dizer que, se bem deve padecer de algum defeito, principalmente de forma, pelo fato de ter que me servir de um cérebro alheio, é em grande parte tão exata como se diretamente eu mesmo a tivesse escrito.

O que resulta algo inexato nessa obra é o referente aos milagres que, se bem eles jamais existiram como tais, e nisto diz a verdade, a fama popular afirmava muito diferente cousa. Aconteceu realmente mais de uma vez que enfermos que tocavam minhas roupas sararam de improviso e ainda fatos mais assombrosos aconteceram também, envolvendo o Messias em uma auréola milagrosa que arrastava para ele as multidões entusiasmadas. Porém, tudo isso não foi mais que efeito da fé intensa e da confiança sem limites que a palavra de Jesus inculcava a seus ouvintes. O que o Messias possuía realmente era uma grande penetração que lhe dava a conhecer com exatidão o pensamento e sobretudo as intenções dos que o rodeavam, e possuía também algo do que designais como dupla vista. Isto, unido às aptidões adquiridas para o tratamento das enfermidades, para o que muito uso se fazia então da imposição das mãos, contribuiu para dar fundamento à ridícula e reprovável pretensão de meu discípulo João de fazer prestar ao Filho de Deus o culto que somente a Deus é devido.

Certamente, as elevadas alianças, que com a mesma personalidade de Jesus compartilhavam desde o alto com a grandiosa missão de que ele estava diretamente encarregado, chegavam às vezes a tanto brilho em suas esplendorosas manifestações, que pareciam até formar uma só cousa com a Divindade; podia, pois, quase dizer-se que era a própria mão de Deus a que por si mesma agia nesses assuntos.

Mas, como é possível renovar agora essa presença do Mestre entre os homens sem que tenha tomado um corpo mediante novo nascimento no mundo?

Eis, pois, que estas cousas acontecem como foram prognosticadas que haviam de acontecer quando se disse que vossos anciões profetizariam, vossos jovens teriam sonhos e vossas filhas visões; e o que foi dito do Espírito de Verdade também com o mesmo guarda relação, porque não tem ele o significado de uma pessoa só, senão que são os espíritos do Senhor que vêm por estes meios para restabelecer a verdade; isto é, pois que o conjunto dos ensinamentos que de Deus vem por intermédio de seus mensageiros celestes na nova forma de revelação que conheceis2 constitui o espírito de verdade, que tudo aclara, colocando cada cousa em seu lugar. O espírito de verdade está também no progresso de todos os conhecimentos humanos que veio colocar o homem em condições de juízo e discernimento muito superiores aos que o Messias encontrou na época de sua última encarnação sobre a terra, porquanto as revelações sempre têm lugar de acordo com o progresso do povo destinado a recebê-las. Somente como causa de perturbação entre os homens, haveria de resultar toda a revelação prematura; porém Deus não quer senão o bem de seus filhos e em sua excelsa sabedoria dispôs que todas as cousas sejam de tal maneira que tudo chegue a seu tempo, quer dizer, no melhor tempo para o bem que dele deve resultar. Formam portanto o espírito de verdade as vozes que do céu vos chegam, trazidas pelos mensageiros do Senhor aos homens mais adiantados destes tempos, os quais se tornam assim solidários com o mesmo espírito de verdade, formando todos um com ele.

Meu espírito, em relativa consonância com o espírito do homem que me serve de intérprete, dita o que deseja comunicar aos homens, e o outro espírito que eliminou de antemão seus próprios pensamentos, entregando-se passivamente aos meus, percebe estes como se fossem os seus próprios e os escreve. A cada momento sua consciência pretende reagir, porém, como ignora por completo o que Jesus quer escrever, apenas resultam pequenos entorpecimentos vencidos facilmente pelo perfeito acordo das duas vontades.

Irmãos meus, amigos meus, filhos meus, admiremos os desígnios da Divina Providência que permitem a vosso Messias dirigir-vos e fazer-vos chegar de tão longe a lembrança exata de épocas muito próximas para mim, porém muito remotas para vós, com o propósito generoso de iluminar-vos as vias do porvir com as claridades que resultam da perfeita associação do que antes se vos disse, do que depois se vos disse também e do que também agora se vos torna a dizer, porque a palavra de Deus é sempre acorde consigo mesma; assim, pois, a luz de hoje não substitui a de ontem, senão que a aumenta, e a luz de amanhã não substituirá a de hoje nem a de ontem, senão que a elas há de reunir-se, aumentando novamente sua luminosidade, porquanto o passado, o presente e o porvir, tudo é um nas vistas do Senhor para realizar a felicidade de seus filhos.

Esta mensagem é parte do livro Vida de Jesus Ditada por Ele Mesmo, da Grande Cruzada do Esclarecimento. Conheça mais sobre o livro Vida de Jesus Ditada por Ele Mesmo. Agradecemos pela leitura e ficaremos muito felizes se o seu desejo for o de compartilhar a mensagem com seus amigos e familiares.

Seja um Apóstolo do Nosso Senhor Jesus e ajude divulgar as obras da Grande Cruzada de Esclarecimento.

Mais de Vida de Jesus Ditada por Ele Mesmo - Mensagens do Livro

A dupla consciência, a recordação do passado e os colpinos - Vida de Jesus Ditada por Ele Mesmo - Parte II - Cap. XXXII

A dupla consciência, a recordação do passado e os colpinos A comunicação que eu dei, poucos dias faz,1 para ser incluída nesta transcendental obra, dada...
Leia a Mensagem

Continuava Jesus com seus sermões - Vida de Jesus Ditada por Ele Mesmo - Cap. XIV

Continuava Jesus com seus sermões, alheios a toda a ortodoxia, aumentando o ódio e o desejo de o perder, por parte de seus inimigos. Ele desafiava-os afinal e denunciava-os perante o...
Leia a Mensagem

Volta a dizer algo referente aos espíritos desencarnados - Vida de Jesus Ditada por Ele Mesmo - Parte II - Cap. XXI

Volta a dizer algo referente aos espíritos desencarnados em relação com os encarnados e combate o abuso que se faz dos chamados “mitos” para explicar...
Leia a Mensagem

Esta mensagem é parte do livro Vida de Jesus Ditada por Ele Mesmo, da Grande Cruzada do Esclarecimento. Conheça mais sobre o livro Vida de Jesus Ditada por Ele Mesmo.

Compre Impresso
Download PDF

Seja um Apóstolo do Nosso Senhor Jesus e ajude divulgar as obras da Grande Cruzada de Esclarecimento.

Nova Ordem de Jesus

(54) 3461-2412   darcidickel@novaordemdejesus.com.br
Rua Valter Jobim, 282. Bairro Planalto.
CEP 95185-000. Carlos Barbosa, RS. Brasil.

"A palavra que o Senhor Jesus está difundindo na Terra através destas mensagens, deve ser ouvida e meditada por quantos tiverem a ventura de conhecê-la em sua presente vida terrena." - Apóstolo Thomé